21 de fev. de 2014

GABRIELLA GUSTAFSSON

EU E A MINHA ESCOLA: GABRIELLA GUSTAFSSON (EKSJÖ GYMNASIUM)



Ao vencer a prova de Distância Longa (escalão W1 Escola), Gabriella Gustafsson tornou-se numa das grandes figuras dos Campeonatos do Mundo de Orientação de Desporto Escolar ISF 2013, que decorreram no Algarve, em Abril passado. A atleta veio da Suécia e aceitou o convite do Orientovar para se apresentar enquanto estudante e orientista.


Em agosto de 2013 estive em Sksjö, uma região da Suécia com tradição em Orientação. Meu amigo Göran Öhlund serviu ao exército na Guarnição de Sksjö, e ainda tem parentes que vivem lá. O filho de Göran é um dos técnicos das crianças do clube da Gabriella (IK Hakarpspoikarna). Quando estive lá acompanhei o traçado de percurso para um treinamento deles. Lá temos vários bons exemplos do trabalho entre clubes e escolas. Este é um modelo de trabalho que devemos usar também no Brasil.

Gilmar Steffler 2013


GILMAR STEFFLER: "É DENTRO DA '40' QUE EU CONSIGO SENTIR-ME EM CASA"



Tri-campeão brasileiro de Orientação Pedestre e tri-Campeão Sul-Americano. Falamos de Gilmar Steffler, um dos “notáveis” que estiveram recentemente entre nós e que não quis deixar os seus créditos por mãos alheias, levando de vencida o Norte Alentejano O' Meeting e o Portugal O' Meeting na categoria H40. O Orientovar foi conhecer melhor o atleta e a pessoa.

24 de abr. de 2013

Aconteceu de 19 a 21 de abril a I Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação. A competição foi realizada no Instituto Federal de Brasília, no campus próximo à cidade de Planaltina. Depois da abertura no dia 19, a prova de revezamento foi na parte central do campus, e como de costume com percursos tipo sprint, com cerca de 2,6 km cada perna. 











No sábado foi o percurso longo, que foi bastante difícil para a maioria dos participantes, porque na área predominava a vegetação de cerrado com bastante variação de bosques cobertos e campo aberto com árvores dispersas. A pouca quantidade de trilhas, conforme anunciado, dificultou bastante os percursos N e B, que muitas vezes tinham que navegar pelas bordas de vegetação e pela bússola, técnicas que ainda não estão bem desenvolvidas nessas categorias. Para os percursos A e Elite já se esperavam percursos mais difíceis, mas com a grande quantidade de áreas verdes e o capim mais alto devido às chuvas dos últimos meses, fez com que grande parte dos competidores fizessem tempos acima de duas horas.

Leandro Pasturiza ganhou o  percurso elite masculino longo, com o tempo de 1h 22min 32", 16 minutos menos que o segundo colocado. Entretanto o percurso foi anulado porque havia um ponto de controle fora do local quando os primeiros atletas passaram. Pasturiza também liderou o percurso médio, passando vários atletas que saíram antes, mas no penúltimo ponto cometeu o erro de não verificar a descrição do ponto de controle, que estava num cupinzeiro, passando direto sem ver o prisma e perdendo 4 minutos, caindo para a sexta colocação. Com isso Juscelino Karnikowski foi o vencedor com 39min 15", com Gilson Schropfer em segundo e Ironir Ev no terceiro lugar.

Na categoria Elite feminina, Mirian Pasturiza venceu o percurso longo, com Soraya Cabral em segundo lugar e Wilma de Souza em terceiro. No percurso médio venceu Tânia Carvalho, com   Wilma em segundo lugar e Juliane Valéria em terceiro. Com Mirian chegando em quarto lugar ainda foi a campeã da etapa.

No percurso médio algumas categorias tiveram seus percursos anulados por causa de um ponto de controle que não estava no local previsto. Não fosse por esses detalhes de percurso, como não haver reposição de água em alguns postos no percurso longo, para os que saíram mais tarde, e pelo atraso na premiação e falta de medalhas, a organização teria alcançado o sucesso esperado, pois muitos aspectos foram positivos, como o apoio de hospedagem e disponibilidade de transporte e alimentação no local da prova.



Ainda houve a participação de competidores da Colômbia e da Venezuela, que praticam orientação há pouco tempo. Com destaque para o colombiano Oscar Andres Rodriguez Sanabria, que venceu o percurso médio da categoria H21A.


30 de set. de 2012

Manual do Orientista - Dica nr 28

Dica nº 28: Aprenda os símbolos do cartão de descrição.

Além dos símbolos do mapa, existem os símbolos do cartão de descrição, também chamado de sinalética, que fornecem informação sobre o objeto do ponto de controle e o posicionamento do prisma em relação a este objeto. Com esta informação, podemos abordar melhor o ponto de controle, achando com mais facilidade o prisma, sabendo o que e onde procurar. Esta informação pode interferir inclusive na escolha final da rota, como a decisão de atacar o ponto por um lado ou outro.

O cartão de descrição para cada percurso pode estar na frente ou no verso do mapa, mas a maneira mais fácil de consultá-lo é preso ao braço, com um porta-sinalética. Com a sinalética no braço não precisamos desdobrar o mapa para conferir o código e descrição de cada ponto, e isto facilita bastante o manuseio. Os destros geralmente usam a sinalética no braço esquerdo, pelo simples motivo de ter mais facilidade de colocar e manusear com a mão direita. Podemos comprar o porta-sinalética em alguns eventos ou pela Internet.


Na área de partida a organização disponibiliza cópias da descrição para cada categoria, geralmente antes de pegarmos o mapa. É responsabilidade de cada orientista conferir se o cartão que está pegando é o correto para seu percurso, o mesmo acontecendo com o mapa. É importante conferir se mapa e cartão de descrição estão corretos na hora da partida. Ocorreram vários casos de competidores que pegaram cartão ou mapa errado. 

A exemplo dos símbolos do mapa, aprendemos todos os símbolos do cartão de descrição com o decorrer do tempo, mas inicialmente é necessário conhecer pelo menos os mais comuns. Na página inicial do  Manual do Orientista você encontra a versão  com todos os símbolos previstos pela IOF. Nela aparecem as informações sobre a utilização correta de cada símbolo, descrevendo em que tipo de objeto e de que modo cada símbolo pode ser aplicado, inclusive com exemplos ilustrados.


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7 de set. de 2012

Manual do Orientista - Dica nr 27

Dica nº 27: Não perca contato com o mapa.

Não é possível nos perdermos com um mapa na mão, exceto se sairmos do mapa, literalmente falando. É comum ocorrer do novato perder o contato com o mapa, ao seguir por um determinado tempo sem verificar as referências na rota prevista, e o que deve fazer nessa situação é relocalizar sua posição no mapa.



Tão logo o terreno pareça não bater com o mapa, é importante ficar alerta, reduzindo a velocidade. Se isto acontecer, pare e admita que você não sabe onde está. Oriente o mapa com a bússola. Olhe 360° procurando por acidentes distintos. Tente se relocalizar pelos acidentes que vê, identificando-os no mapa. Uma trilha com junções ou curvas distintas pode ser útil para identificar o local no mapa. Relembre a última posição conhecida (processo de eliminação: se passei por tal acidente, devo estar em certo trecho). Siga para a referência mais próxima ou volte à ultima posição conhecida. Algumas vezes perdemos menos tempo quando voltamos logo à posição conhecida, ou seguindo até um acidente nítido, em vez de tentarmos nos relocalizar por tentativa aleatória. 

Quando acontece de estar na proximidade do ponto de controle e encontrar um prisma com outro código, primeiro tente identificá-lo pela sua característica; se continuar em dúvida, a solução é esperar um orientista de outra categoria que tenha aquele ponto e pedir para que mostre no mapa dele onde está o ponto. Daí olhe onde está o ponto em seu mapa, veja a direção correta e siga para o seu ponto. 

Gostaria de lembrar também o que não se deve fazer: não adianta pedir ajuda aos moradores da redondeza, pois geralmente eles não sabem nada sobre orientação e não têm informações sobre os pontos de controle. Não adianta subir numa árvore para tentar visualizar alguma referência marcante, este procedimento raramente ajuda. Mesmo quando sair do mapa, o correto é pegar a direção de retorno para o mapa até encontrar as vias principais ou características marcantes para retomar a navegação. 

No caso de não conseguir se relocalizar no mapa, a alternativa é seguir o azimute de segurança, que é a direção a seguir que leva o participante de novo a una zona povoada ou estrada principal no caso de estar perdido. Essa informação é importante ser passada aos principiantes, para que consigam voltar ao local do evento caso necessário. Mesmo depois de se relocalizar, mas tiver passado mais de uma hora fora da rota e o tempo total passar de duas horas, é melhor seguir direto para a chegada.

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2 de set. de 2012

Manual do Orientista: Dica nr 26

 Dica no 26: Use sempre um relógio.
 
O uso de relógio é importante para a segurança do orientista, além de ser útil para conferirmos nosso desempenho nos treinamentos. O básico é termos um relógio com cronômetro e que seja à prova d’água, pois é muito comum fazermos percurso com chuva. Depois desse tipo básico, o melhor é um com cronômetro com memória, podendo gravar 50 ou 100 tempos, para marcarmos os tempos a cada ponto de controle, principalmente nos treinamentos e competições sem apuração eletrônica. O registro de tempo ponto a ponto permite uma boa análise do percurso, considerando como fomos em cada trecho. Os modelos ideais são os relógios com marcação dos batimentos cardíacos, além de memória para resgatar os tempos e batimentos, com interface para passar os dados direto para um computador. O controle da frequência cardíaca é importante para os atletas de elite, para um treinamento mais adequado, mas pode ser útil para outros atletas experientes que valorizam um treinamento programado e eficiente.

Para os iniciantes, uma função importante do relógio é informar a hora que devem ir para a chegada, depois de passar muito tempo na área, mesmo sem ter completado o percurso. Os responsáveis ficam preocupados quando os iniciantes demoram muito a chegar, por isso costumam marcar um horário limite para retornar do percurso. 

Quando temos dificuldades num treinamento ou competição, pode ocorrer de perdermos muito tempo em alguns pontos, isto é muito comum com alguns novatos. Pode acontecer de errar na navegação e perder muito tempo para se relocalizar. Se o tempo total começar a passar de duas horas, o treinamento deixa de ser produtivo. Mesmo que seja em competição, passa a ser muito desgastante e pouco proveitoso após a segunda hora. A única exceção pode ser no caso do limite para concluir o percurso ser de até três horas e houver a possibilidade de somar tempo para uma equipe. Mas no caso de passar de duas horas, geralmente é melhor deixar de lado os últimos pontos e ir direto para a chegada, onde as pessoas que os acompanham já começam a ficar preocupadas devido à demora. Fazendo assim há melhores chances de fazer melhor nos próximos percursos, sem se desgastar além do necessário.

Na condição de estar no meio da floresta, é melhor pegar o azimute de fuga, isto é, sair de onde estiver na direção geral para uma estrada principal ou cerca de limite da área, a partir da qual podemos chegar facilmente à área de chegada. Por causa do cansaço físico, é melhor buscar uma navegação fácil até a chegada, mesmo que aparentemente seja uma rota mais longa.




Podemos aprender com nossos erros, mas é melhor aprender acertando, por isso não é bom insistir por muito tempo depois de um erro grande. Nos treinamentos às vezes é melhor desistir de um ponto difícil de encontrar e passar para os pontos seguintes, analisando depois com os colegas o motivo do erro. Os erros em que se perde tempo demais não são bons para o aprendizado.


Muitas vezes o novato não conhece ainda a técnica mais adequada para um determinado tipo de ponto de controle, fica mais difícil aprender sozinho, e somente pela conversa com o técnico ou colega mais experiente é que ele vai saber qual seria a atitude mais adequada na situação em que errou.


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Veja no ORIENTOVAR: palavras do novo presidente da IOF

BRIAN PORTEOUS: "PRECISAMOS DE TRABALHAR A SÉRIO E TAMBÉM PRECISAMOS DE UM POUCO DE SORTE"




Chama-se Brian Porteous, é escocês e acaba de ser eleito para a Presidência da Federação Internacional de Orientação no próximo biénio. Lenka Klimplova entrevistou-o para a Revista da Federação Checa e disso deu nota o World of O, no passado dia 16 de Agosto, em artigo que pode ser lido em http://news.worldofo.com/2012/08/16/we-need-luck-–-and-hard-work/. E que, pelo seu interesse, com a devida vénia aqui se reproduz.
 
Veja o restante da entrevista com as perspectivas para os próximos anos na orientação internacional.