6 de fev. de 2026

Manual do Orientista - Dica nr 90

 Dica nº 90: Partida nos últimos horários.

Os atletas que partem nos últimos horários têm algumas vantagens sobre os demais competidores que partem no início. Além da possibilidade de alcançar os competidores que saíram antes, em vários locais o capim fica amassado pela passagem de muita gente. Em determinados pontos, podemos encontrar marcas de capim amassado levando para o prisma, na rota de entrada ou saída dele. Em trechos da rota principal com capim muito alto, os primeiros atletas a passarem enfrentam mais dificuldade para passar; os que passam depois atravessam o mesmo local com mais facilidade. 

As passagens dos charcos também ficam mais facilitadas depois que vários competidores passaram. Outro aspecto positivo é a expectativa pelo resultado: os primeiros têm o tempo sendo comparado e batido com frequência; ao final restam poucos para fechar o tempo do vencedor. É melhor ainda quando há uma torcida, como a da Equipe da Força Aérea, para vibrar quando estamos chegando com tempo para “zerar” o percurso. Tive a oportunidade de presenciar isto várias vezes, justamente porque geralmente partia no final e o restante da equipe sempre ficava fazendo torcida. 


No CAMORFA de 2007, por exemplo, depois de chegar em quinto lugar no percurso médio, fui o último a partir no percurso longo e não perdi tempo numa rota que tinha capim alto, pois já estava com vários trechos de capim amassado levando até o ponto de controle, principalmente no início do percurso. Mas o determinante foi manter um ritmo forte até o final, e na comparação dos tempos parciais eu fiz tempo melhor que os demais competidores. Depois da última troca de mapa já havia uma grande expectativa por parte de meus colegas quando estava próximo de fechar o melhor tempo do Exército. Quando picotei o último ponto e corri pelo funil foi a maior festa, pois eu estava com tempo para zerar o percurso e meus colegas gritaram muito mesmo, foi muito emocionante! 

Fui o campeão daquele percurso e fechei com o segundo lugar geral. É ótimo para encerrar qualquer competição, poder chegar com a torcida vibrando, com a certeza de não haver mais ninguém para bater seu tempo naquele percurso.

Manual do Orientista - Dica nr 89

 Dica nº 89: Em revezamentos é interessante partir primeiro.


A escolha da ordem num revezamento depende das características individuas de cada participante da equipe. Para quem não tem problemas para se concentrar numa partida em massa, é bom partir na primeira perna de uma prova de revezamento. É muito interessante a partida com bastante gente, apesar do tumulto inicial. Depois ocorre a dispersão em pequenos grupos, até que ao final da perna poucos permanecem juntos.  Na escalação do revezamento, geralmente colocamos o atleta mais rápido na primeira perna, o mais constante no meio e o mais experiente na última. 



Meu melhor resultado em revezamento foi no Campeonato Mundial de 1992, no Brasil, saindo na 1a perna. Eu estava em meu auge de preparo físico. Corri sem errar nenhum ponto e próximo aos pontos finais vi um atleta suíço bastante à frente. Ao chegar ao penúltimo ponto, encontrei o atleta norueguês Bernt Bjørnsgaard (medalha de prata no Mundial de Juniores naquele ano) e dali em diante a rota era comum até o final, atravessando diagonalmente uma área de pinheiros com galhos baixos. Nós corremos paralelamente, numa velocidade surpreendente, só se ouvia o barulho de galhos secos quebrando.

 Estávamos juntos ainda quando atingimos a estrada a 300 metros do ponto, que ficava a cerca de 100 metros do canto do bosque. Quando notei a intenção dele de contornar a vegetação, cortei direto pela diagonal que levava até o ponto. Com isso cheguei ao ponto primeiro e mantive a dianteira, fazendo a passagem do revezamento na frente dele. O competidor da Suíça foi o 1º daquela perna; fui o 2º e o norueguês 3º. Na foto do Barros saindo depois da passagem ainda pode ser visto o suíço que acabara de sair em nossa frente. 

No final aquela equipe da Noruega ganhou, com o campeão mundial Peter Thoresen fechando, e a equipe da Suíça foi a 2ª colocada. Nossa equipe fechou em 7º lugar, até hoje a melhor marca brasileira no revezamento masculino. Nunca corri tanto numa chegada, nem mesmo em corridas de rua.

Depois dessa ocasião, ainda tive a oportunidade de partir primeiro em algumas outras provas de revezamento, mas a mais interessante foi no Jukola Relay, na Finlândia em 2005, após a participação no campeonato Mundial Militar, pois uma partida em massa na orientação com mais de 1300 equipes participantes é inclível! É difícil manter a concentração com tanta gente, fora a dificuldade de correr à noite, onde temos pouca experiência, mas eu fui melhorando até a parte final do percurso, e cheguei a melhorar quase 200 posições em relação ao primeiro local de marcação de tempo parcial e fechei com o melhor ritmo médio de todas as corridas que fiz na Finlândia naquele ano.


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Manual do Orientista - Dica nr 88

 Dica nº 88: Use o fator emocional a seu favor.


Uma competição importante sempre gera uma grande expectativa. Mesmo após mais de vinte anos competindo ainda tinha dificuldade para dormir com tranquilidade na véspera de uma competição. É muito difícil ignorar e achar que é um dia comum, pois fugimos de nossa rotina e há uma grande estrutura voltada para a competição em curso. Devemos nos expressar sempre de forma positiva, o mais concretamente possível. A expressão "não pode ficar nervoso" faz recordar o nervosismo, enquanto que a frase "conserve a calma" sugere a imagem contrária. Todas as pessoas em volta geram um clima de expectativa, que envolve a maioria dos participantes. No meu caso, procuro direcionar esse clima de maneira positiva, usando o fator emocional como incentivo para correr mais. 

Até mesmo em corridas de rua já presenciei isto: os resultados em competição sempre foram melhores que em treinamentos ou seletivas, onde o clima emocional é diferente. É difícil controlar a expectativa antes do início da prova, mas a partir do sinal de partida tudo muda: o cérebro passa a comandar o corpo no modo de competição. O corpo passa a produzir hormônios diferentes que nos deixam num estado de excitação que permanece até algum tempo depois de terminarmos a competição. Em alguns outros esportes ocorrem situações semelhantes, onde a atividade física passa a ser mais intensa que a costumeira, de acordo com um impulso que só acontece em competições. É um tipo de reação quase que instintiva, de acordo com o estímulo do momento. E podemos direcionar essa excitação de maneira positiva, melhorando o desempenho em competição. 

O autocontrole é muito importante para mantermos o nível de excitação em nível adequado de modo a mantermos um desempenho físico excelente sem atrapalhar nossa concentração. Eu estou na linha de partida e agora é que eu vou executar da melhor forma e dar o meu melhor. No campeonato nacional ou mundial, muitas coisas em torno da competição são diferentes, mas na realidade, ao realizar minha corrida, é muito parecido com uma competição normal. Minha técnica, a minha velocidade e meus pensamentos estão totalmente concentrados na tarefa que vou realizar. Minha técnica é automática, baseada em meus reflexos, enquanto a minha concentração e motivação são totalmente focadas na execução da corrida. Eu só penso no presente e no futuro próximo. Atrevo-me a ser um vencedor!

Alguns atletas conseguem treinar próximo ao nível de competição, mas para mim apenas o clima emocional de uma competição tem efeito positivo na obtenção de melhores resultados, tanto em corridas de fundo quanto na orientação. 


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Manual do Orientista - Dica nr 87

 Dica nº 87: Faça contato com orientistas de outros clubes.

Orientista sozinho tem mais dificuldades para treinar. Quando não temos um clube de orientação funcionando, precisamos nos unir a orientistas de clubes ou grupos de outras cidades. No Rio de Janeiro era comum alguns quartéis do Exército separarem uma equipe para treinar para a competição de orientação da brigada correspondente. Meu amigo Neir Braga da Silva, também da Equipe da FAB, teve a ideia de organizar os treinamentos de modo a ter sempre um montador de percursos diferente a cada semana, utilizando as conduções disponíveis de modo mais otimizado, onde quem não tinha viatura podia ir de carona, possibilitando treinamento semanal de março até setembro, envolvendo até as equipes dos Fuzileiros Navais, tanto na participação quanto na montagem de percursos. Não era necessário um controle como em eventos comuns: após um contato prévio, o traçador da semana montava o percurso e entregava os mapas para cada equipe, onde o responsável de cada equipe controlava a partida de seus atletas como achasse melhor, marcando o tempo separadamente. Cada equipe fazia seu treinamento e quem estivesse sem equipe colocava-se no controle de tempo de uma equipe qualquer. Num mesmo treinamento participavam até equipes que seriam adversárias em competições próximas. Este movimento foi chamado de “Se Orienta Rio”, e funcionou por vários anos. 

Uma característica comum nesses eventos foi a simplificação da estrutura do treinamento, facilitando o trabalho dos organizadores e assim possibilitando que eles acontecessem com mais frequência. Era comum ocorrerem treinamentos com prismas descartáveis, feitos de cartolina e amarrados com barbante, onde havia o número do ponto de controle e um código aleatório: “1F”, “2F” ou “3F”, correspondente ao número de furos a ser marcado no cartão de controle. Assim não era necessário o uso de picotadores, cada atleta marcava seu cartão de controle com um alfinete, de acordo com o indicado no ponto de controle. Havia apenas o trabalho de colocar os prismas descartáveis antes de iniciar o treinamento.

Em outros estados têm acontecido os campeonatos regionais, e até competições municipais em alguns locais com alguns clubes na mesma cidade, geralmente com estrutura mais simples que o campeonato estadual, mas com boas possibilidades de treinamento entre os clubes de cidades mais próximas. Essas iniciativas são importantes para a o aperfeiçoamento dos novatos, como uma continuidade do trabalho dos clubes. 


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Manual do Orientista - Dica nr 86

Dica nº 86: Nem sempre as coisas ocorrem como planejado.


Cometer erros é muito comum na orientação. Lamentamos quando erramos muito em um ponto de controle e perdemos aquele percurso, jogando por água abaixo um bom resultado numa competição importante. Apesar de nossas expectativas, nem sempre as coisas ocorrem conforme o planejado. No CAMORFA de 1990, meu principal concorrente era José Anilton Oliveira Hennig, da Equipe do Exército. No primeiro percurso ele saiu logo depois e me alcançou no 1º ponto, depois de um erro meu. Corremos até o final próximos um do outro, algumas vezes fazendo rotas diferentes e nos encontrando novamente logo adiante. Mas o pior para mim não foram os 3min de diferença no tempo, pois eu seria o 2º colocado e a disputa continuaria no dia seguinte. Em um dos pontos de controle, quando eu estava logo à frente dele, o picotador virou na minha mão e não marcou direito o cartão – naquela época os picotadores ficavam pendurados ao prisma, e não em suportes como atualmente. Na pressa de sair para deixar o Anilton marcar, olhei o cartão de controle e achei que a marcação estava boa, seguindo normalmente o restante do percurso. Para minha surpresa, após a chegada fui desclassificado por falha de picote, mesmo tendo sido anotada minha passagem, junto com outro atleta, pelo controlador de ponto. No dia seguinte eu zerei o percurso e o Anilton errou um ponto, perdendo muito tempo e a disputa do título. O campeão no final foi o Otávio, que fez o segundo melhor tempo do 2º percurso, mesmo tendo cerca de 10min a mais na soma dos dois percursos – meus tempos foram 5min melhores em cada dia. Depois desse evento, só fui ser campeão do CAMORFA novamente em 1999, pois mesmo estando sempre entre os três primeiros, não era fácil vencer em dois percursos seguidos, mas nunca desanimei de continuar tentando.

Na organização de eventos nem sempre as coisas ocorrem conforme o planejado. Para que tudo saia dentro dos horários previstos, é necessária uma boa coordenação das atividades, onde o pessoal envolvido saiba exatamente o que fazer e quando cada tarefa deve estar pronta. Podem ocorrer alguns atrasos quando temos poucas pessoas no apoio, ou quando as tarefas não são feitas no momento certo. Na maioria dos eventos que trabalhei, conseguimos que a partida começasse no horário previsto, mas algumas vezes houve atraso na montagem das barracas na partida, ou algum outro imprevisto, quando os horários não foram controlados adequadamente. Alguns eventos nacionais merecem mais atenção aos detalhes da organização, mas o principal para tudo correr bem é ter uma equipe de apoio com pessoal qualificado, para que tudo seja montado conforme o previsto e não ocorram atrasos na partida ou demora na entrega de premiação. Outro detalhe importante é colocarmos pelo menos duas pessoas para cada tarefa, assim uma pode conferir o trabalho da outra, diminuindo as possibilidades de erros. Mesmo que pareça desnecessário, quando trabalhamos com pessoas experientes, a supervisão de todas as tarefas é importante. 

Numa etapa de campeonato estadual, eu tinha pedido ao organizador que colocasse mais alguém para me ajudar na confecção dos mapas e colocação dos prismas, mas não fui atendido. Procurei fazer o melhor possível, mas um erro passou sem ser notado, por falta de revisão. Eu tinha alterado um ponto de controle da categoria Elite, mas não passei a mudança para o mapa matriz, que ficava num arquivo diferente. Tive bastante dificuldade para imprimir todos os mapas sozinho e colocar todos os prismas a tempo, mas cheguei à área de partida meia hora antes do horário de partida do primeiro competidor, com o pronto do percurso. Para minha surpresa o pessoal de apoio não estava pronto para iniciar a prova no horário previsto. Tive que ajudar também na organização da área de partida para que o evento tivesse início, já com atraso. Mas o pior para mim foi quando chegaram os primeiros atletas da Elite, sem ter encontrado um dos pontos de controle. Somente naquele momento fui perceber meu erro, havia feito uma mudança no percurso elite que não passei para o mapa matriz, mas era tarde demais para corrigir. Depois que todos correram, fui recolher todos os pontos, sozinho novamente. Lembro-me de ter chorado depois de recolher o prisma que estava no local errado; tinha sido a primeira vez em mais de seis anos montando percursos que um prisma estava colocado errado, e foi a única vez que isto ocorreu comigo numa competição importante. 

Situações semelhantes podem ser evitadas quando temos várias pessoas trabalhando em equipe, ajudando e verificando o trabalho dos outros. Nos eventos grandes devemos colocar etiquetas marcando o local dos prismas com certa antecedência, porque às vezes é um orientista menos experiente que ajuda a colocar os prismas. Em uma competição mais recente, onde não tive tempo de colocar etiquetas, fiquei na dúvida ao questionar meu auxiliar sobre o local do prisma; mas antes da partida dos primeiros eu fui verificar e o prisma estava a 30 metros do local previsto, mas tive tempo de reposicionar e evitar problemas.


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Manual do Orientista - Dica nr 85

 Dica nº 85: Competições intermediárias. 

É difícil manter o condicionamento físico ideal ao longo de toda temporada. Normalmente, quando estamos numa fase muito boa de treinamento, é bom definir as competições principais, colocando as demais como secundárias. 

No primeiro Campeonato Brasileiro da CBO em 1999, não fui muito bem na primeira etapa em Guarapuava-PR, fazendo o 6o lugar, depois de ter ficado dois meses sem treinar direito após o nascimento de meu segundo filho. Fui o campeão da 2ª etapa em Itu-SP, mas o percurso foi anulado por causa de problemas com a organização da prova. Com isto não estava muito animado para competir na 3ª Etapa em Pelotas-RS, ainda mais tendo que viajar cerca de 26 horas de ônibus. Mas no mês seguinte haveria o Campeonato Sul-Americano em Florianópolis-SC, com um percurso médio e um longo. Devido às características dos percursos no Sul, resolvi participar da etapa em Pelotas, principalmente pela oportunidade de treinamento. A viagem foi desgastante, a noite anterior foi terrível devido aos mosquitos no alojamento, mas o treinamento foi bom, e ainda fechei com o 4º lugar na etapa e no Campeonato Brasileiro. 

Aquele “treinamento” realmente fez diferença adiante, pois entrei no percurso médio do Sul-Americano com confiança, zerando com um tempo muito bom, cerca de 10min à frente dos principais concorrentes. Como o resultado final era por soma de tempo, tive uma certa folga para o percurso longo, e apesar de perder bastante tempo num ponto, ainda consegui fechar com tempo suficiente para ser o campeão, pela segunda vez, do Campeonato Sul-Americano. 

Devemos planejar a temporada considerando a competição principal e procurando participar de boas competições intermediárias, principalmente quando tiverem alguma afinidade com a competição alvo.


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Manual do Orientista - Dica nr 84

Dica nº 84: O condicionamento físico é muito importante. 

Na orientação a nível internacional o condicionamento físico é fundamental para o sucesso. De igual maneira, em todos os níveis de competição, é o ponto comum e algumas vezes o diferencial dos atletas vencedores na maioria dos eventos. A própria demanda do esporte, com terreno variado e acidentado exige uma preparação e manutenção do condicionamento físico, para garantir o sucesso em uma temporada ou ao longo da carreira.

José Luiz Cogo, que venceu a maioria das competições que participou de 1995 a 1998, e Leandro Pereira Pasturiza, que venceu vários campeonatos de 2005 a 2015, além de errar pouco, fizeram boas temporadas por ter um bom condicionamento físico, zerando percursos até 10 minutos na frente do segundo colocado. 

Mas foram batidos por concorrentes em condições físicas melhores em certas competições, ou quando cometiam algum erro grande num percurso. Uma das vantagens principais que tive a meu favor também foi o condicionamento físico, quanto era superior a de meus adversários. Mesmo encarando adversários tão bons, em diferentes épocas, eu conseguia terminar em segundo ou terceiro lugar, e eventualmente ganhar um percurso, também devido ao bom condicionamento físico. No Campeonato Sul-Americano de 1997, em Curitiba-PR, quando ainda era disputado em percurso único, meu principal adversário foi José Otávio Franco Dornelles, conhecido pela excelente qualidade técnica, mas com preparo físico mediano, quando comparado aos atletas mais jovens que o venciam nos percursos. Pelo menos em duas outras ocasiões anteriores eu já havia passado por ele durante um percurso, ultrapassando-o com facilidade, devido ao meu ritmo de corrida mais veloz. No sorteio da ordem de partida saí logo depois dele, alcançando-o perto da metade do percurso e passando com certa facilidade numa subida longa. Abri uma boa distância, mas na parte final do percurso errei a entrada de uma trilha, indo mais adiante fora da rota e perdendo algum tempo até voltar, permitindo que ele passasse à frente novamente. Após marcar o ponto seguinte, vi o Otávio cerca de 300m à frente. Corri o máximo possível pelos últimos pontos até a chegada, chegando depois dele, mas com tempo suficiente para ser o campeão. Entre atletas de qualidade técnica semelhante, o condicionamento físico é um fator decisivo no resultado final. Quando erramos um pouco, o condicionamento físico pode ser decisivo contra outro atleta que erra menos.