Dica nº 75: Cuidado em mapas com objetos fora do padrão.
Além da necessidade de clareza dos detalhes mostrados no mapa, o Padrão Internacional para Mapas de Orientação – ISOM – é bem específico em relação ao tamanho mínimo de objetos a serem desenhados no mapa. O mapeador deve ler todo o manual e tomar ciência desses tamanhos mínimos. A regra geral é que o mapa deverá conter as características do terreno que sejam óbvias para um orientista em corrida. Além disso, na descrição dos objetos está definido que o diâmetro mínimo de depressões e buracos é de 2m. Todas as pedras desenhadas no mapa deverão ser facilmente identificáveis no terreno, com altura mínima de 1m, regra essa que pode ser estendida a objetos especiais feitos pelo homem ou objetos do terreno, como os cupinzeiros. Entretanto, alguns mapeadores insistem em colocar objetos com dimensões menores que essas, fora do padrão previsto, alegando ter poucos detalhes grandes na área. Este recurso poderia ser justificado com este argumento, entretanto elementos desse tipo não devem ser usados como ponto de controle. Do ponto de vista dos competidores, um mapa preciso e legível é um guia confiável para a escolha de rota, e permite a eles navegar ao longo da rota escolhida de acordo com as suas técnicas e condições físicas. Entretanto, a técnica na escolha de rota perde todo o significado se o mapa não é uma fotografia verdadeira do terreno, se ele é impreciso, desatualizado ou quase ilegível.
Objetos pequenos, desenhados com símbolos de tamanho menor que o previsto na norma, geralmente não melhoram a qualidade do mapa, apenas comprovam que o mapeador está desrespeitando a norma internacional por motivos pessoais. Há o agravante do traçador de percurso utilizar objetos fora do padrão como ponto de controle, especialmente para a categoria elite, com a única finalidade de dificultar o ponto, pensando erroneamente que isto elevaria o nível técnico do percurso.
Segundo recomendação da IOF, as pernadas são os elementos mais importantes de um percurso de orientação e determinarão sua qualidade em grande parte. O objeto do ponto de controle não é o mais importante no percurso. É importante que ele seja fácil de achar pelo orientista que navega corretamente. Os princípios de traçado de percursos estabelecem que “em hipótese alguma o prisma pode estar escondido. Quando o elemento do ponto de controle estiver ao alcance dos competidores, eles não devem ter que procurar o prisma. Na medida do possível, o prisma deverá ser colocado de tal maneira que os competidores só o vejam após terem avistado o acidente descrito no cartão de descrição do ponto de controle. Por imparcialidade a visibilidade do prisma deverá ser a mesma, havendo ou não competidor no local do ponto de controle.” Isto quer dizer que quando nos aproximamos do elemento indicado no mapa, na direção indicada no cartão de controle, vamos encontrar logo o prisma.
Com objetos fora do padrão, a presença de outro atleta marcando o ponto denuncia sua localização, ao passo que aquele que passa correndo no momento que não há ninguém tem mais dificuldade de achar o objeto marcado no mapa, a menos que passe bem próximo a ele. O problema de pontos assim é que introduzem o fator sorte ao percurso, não apenas pela diferença na dificuldade de acordo com o ponto de ataque escolhido, mas pela ajuda que a presença de alguém marcando o ponto geralmente proporciona.Quando observar esse tipo de erro no mapeamento ou no traçado de percurso, a alternativa é ter mais cautela na abordagem do ponto, procurando um ponto de ataque nítido e seguir andando para achar o objeto, já que o mapeador levou em consideração a visão de alguém andando, e não correndo. Caso estiver correndo e não tiver a sorte de achar na primeira tentativa, busque outro ponto de ataque nítido e tente novamente com mais cautela.
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