9 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 35

Dica no 35: Orientação não é esporte radical. 

Apesar de algumas competições de esporte de aventura terem provas que utilizam bastante orientação, nosso esporte não se enquadra nos esportes radicais, devido às suas formas de prática e tempo de duração da competição. Existe uma modalidade de orientação chamada de Rogaine ou maratona de orientação, praticada em alguns países da Europa, que consiste de uma prova de dois dias com bivaque no terreno, mas não é uma modalidade controlada pela IOF. As provas oficiais de orientação utilizam mapas mais precisos e seguem regras bem definidas em regulamentos nacionais. 
  
Na orientação, também temos aventuras, de acordo com as áreas, mas os riscos de acidentes são bem menores. Nos eventos de vários dias consecutivos, o tempo de competição de cada dia não passa de duas horas, para os que levam mais tempo para completar. A prova ao estilo de maratona de orientação é prevista para 2h 40min para o vencedor da categoria Elite; para as demais categorias o tempo do vencedor deve ser menor que duas horas. Na Europa as demais categorias partem depois da chegada dos primeiros da Elite, depois de assistirem as trocas de mapa e o desenrolar da competição, acompanhando pelo telão na área de chegada. 


Os orientistas podem competir bem nas provas de corrida de aventura, devido ao condicionamento físico e conhecimento técnico. Luís Antônio Barbosa, que foi da Equipe do Exército e chegou a participar de um Campeonato Mundial Militar, fez parte de uma das melhores equipes de corrida de aventura do Brasil, competindo até na Expedição Mata Atlântica e no desafio do Eco Challenge, conseguindo excelentes resultados. 

Em 1991 participei de uma prova organizada pela Escola Naval, o 1o Raid Naval, que tinha 800m de natação no mar, um percurso de orientação, canoagem de uma ilha até o continente, percurso de montanhismo, subindo por um córrego numa encosta íngreme e descendo a encosta por trilha estreita, fechando com mais 5 km de corrida de rua. Foi uma prova em duplas, que venci com José Ferreira de Barros, orientista da Marinha, em cerca de 7h de duração, mais uma prova extra de orientação noturna.

Somente ao final da década de 90 começaram a ser organizadas provas de esporte de aventura com maior frequência, mas nessa época não tive muito interesse por causa de meu envolvimento constante com a orientação e falta de tempo disponível para um treinamento adequado. Pessoalmente não sou muito favorável a provas extremas, que exigem esforços próximos ao nosso limite por um longo período de tempo. Parabéns aos que se preparam e completam essas provas! Para mim, uma maratona típica, com tempo até próximo de três horas, já é um grande esforço, que pode ser completado sem tanta dificuldade, de acordo com o treinamento, trazendo satisfação na sua realização. Provas em dias seguidos, com tempo adequado de recuperação são bem aceitáveis, mas desafiar nossos limites ao extremo é muito radical.

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