21 de abr de 2017

ISOM 2017





A partir de 1° de Maio de 2017 poderá ser usado o novo Padrão Internacional para Mapas de Orientação 2017 (ISOM 2017). Até o final deste ano o ISOM 2000 ainda será válido, deixando de ser usado a partir de 1° de Janeiro de 2018. Como já vinha sendo anunciado, a nova versão traz várias modificações interessantes, que requerem a atenção dos mapeadores aos novos padrões. 

Para mapas que abrangem a área urbana, a mudança mais significa foi poder usar o mesmo símbolo para edificações usado nos mapas de Sprint, na cor cinza escuro (Preto 50%), desde que o edifício (ou conjunto de edifícios) tenha dimensões maiores que 75m de largura por 75m de comprimento. Já é uma evolução, assim como a possibilidade de representar as áreas em que se pode debaixo ou através de uma edificação grande com o cinza mais claro. Alguns mapeadores já faziam isso em mapas não oficiais com edificações grandes. 


Vários pequenos detalhes foram alterados nas dimensões e distâncias mínimas de símbolos, que não vou enumerar aqui, mas que já foram ajustadas no arquivo de símbolos feito pela equipe do OCAD, que eu traduzi para o português na versão para a escala 1:10.000, que é a mais usada no Brasil (eu uso os símbolos com nomes traduzidos para o português desde o OCAD 4! ). Lembrando que o padrão de escala do mapa ainda é 1:15.000, pois a IOF não abre mão deste padrão, mesmo que a maioria dos mapas produzidos esteja na escala 1:10.000 (ainda não foi nesta ISOM que mudaram isso). 

Nas estradas e caminhos foram reformulados os padrões, sem muito impacto para os orientistas, mas com necessária atenção para os mapeadores. O símbolo 503, por exemplo, será empregado para estradas secundárias com menos de 5m de largura, como acontecia na ISOM 2000, mas com símbolo diferente.


Outra mudança foi nos símbolos de elementos especiais, onde o X passará a ser somente em verde ou preto, assim como a O que também pode ser verde ou preto, como era usado anteriormente. Já o X azul foi substituído pelo * azul e a O azul foi substituída pelo quadrado azul. O X marrom foi substituído pelo triângulo marrom, que muda bastante o aspecto dos mapas em áreas com muitos cupinzeiros. O símbolo de ferrovia passou a ser o mesmo do mapa de Sprint. 

Foi excluído o símbolo de estande ou campo de tiro. Foi adicionado o símbolo de trincheira, que ainda é bastante comum de encontrar na Europa.


Nos símbolos de vegetação foi colocada a possibilidade de usar pontos verdes nos símbolos de árvores dispersas em áreas abertas e semiabertas, para representar área aberta com moitas dispersas. Foi adicionado o símbolo de vegetação intransponível, semelhante ao usado mapa de Sprint.

Outra adição de símbolos interessante foi entre os símbolos de percurso, o da colocação do balizamento antes do triângulo de partida com um traço perpendicular indicando o local de entrega do mapa. Com isso ficará mais fácil orientar o mapa até mesmo antes de chegar ao triângulo de partida, sem ter que usar a bússola obrigatoriamente. Mudaram as dimensões dos símbolos de triângulo de partida, ponto de controle e chegada; mas eles podem ser proporcionalmente ampliados nos mapas 1:10.000.

Houveram algumas mudanças nas dimensões dos símbolos relacionados a pedras e penhascos, que não faz tanta diferença para os orientistas, mas os mapeadores devem tomar conhecimento e aplicar. Na Europa, por exemplo, muitos mapeadores usam 3 tamanhos de símbolo para pedras desde a década de 90, principalmente os suíços (o suíço Thomas Brogli comentou sobre isso na Conferência de Mapeadores da IOF da qual participei em 1991, e onde o Hans Steinegger demonstrou o uso do OCAD 3! ). Na ISOM existem dois tamanhos para o símbolo de pedra, com 0,4 e 0,6 mm na escala 1:15000, mas desde a ISOM 2000 é permitido aumentar o símbolo para 0,5 onde existam pedras de tamanho significativamente diferentes; com essa “permissão” eles usam um tamanho intermediário de 0,5mm, além dos outros dois do padrão. Como não conseguiram alterar a ISOM para três tamanhos de pedra, usam dessa maneira nos mapas locais. Encontramos assim os três símbolos possíveis no arquivo do OCAD, que é feito pelos suíços.

Foi tirada a obrigação dos mapas internacionais terem uma legenda com a descrição dos símbolos de elementos especiais. Entretanto é interessante que os mapeadores coloquem uma legenda de acordo com os símbolos importantes da área e de acordo com o tipo de evento, principalmente quando há participação de iniciantes e nesta fase de introdução dos novos símbolos da ISOM 2017.

Estou disponibilizando os arquivos que vou usar a partir de agora no OCAD. Lembrando que estes são indicados para mapas novos. Para trocar os símbolos de um mapa no padrão ISOM 2000 para o ISOM 2017 é necessário usar uma tabela de referência cruzada, com a numeração antiga (que varia de um arquivo para outro) e a numeração nova. Os mapeadores que souberem fazer este tipo de alteração, podem usar a tabela que estou indicando como modelo.

Usem os links abaixo para baixar os arquivos do OCAD traduzidos para o português (BR).

Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 9
Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 10
Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 11
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 9
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 10
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 11
Tabela de referência cruzada

Abaixo o arquivo da ISOM 2017 traduzido para o português (BR) por Jocemar Riva. 

ISOM 2017 -Brasil


ISOM 2017 original em inglês