13 de nov de 2014

Mundial de Masters 2014.

WMOC 2014: Final em grande estilo!



Com pompa e circunstância, chegou ao fim em Canela, no Brasil, a 20ª edição do Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014. Uma edição que distribuiu 47 medalhas de ouro a um conjunto de 38 atletas de 15 diferentes países e se saldou por um enorme sucesso organizativo.

Sabendo contornar adequadamente as dificuldades que sempre se colocam a um evento desta envergadura, a organização brasileira mostrou-se à altura dos grandes desafios, correspondendo em absoluto às expectativas dos quase 1.600 atletas presentes em Canela, em representação de 38 diferentes nações. Mas o Brasil está duplamente de parabéns, juntando ao sucesso organizativo daquele que foi o primeiro evento com a chancela da Federação Internacional de Orientação a ter lugar na América do Sul, quatro subidas de atletas seus ao pódio. O aplauso vai para Leandro Pasturiza e Elaine Lenz, medalhas de bronze na prova de Distância Longa nos escalões M35 e W40, respetivamente, que secundaram Ironir Alberto Ev, verdadeiro “herói nacional”, a quem se deve a conquista dos títulos de campeão do mundo de Sprint e de vice-campeão do mundo de Distância Longa, referentes ao escalão M35.

Resultados completos, fotos, vídeos e demais informação em http://www.wmoc2014.org.br/.


11 de nov de 2014

Campeonato Mundial de Masters 2014

WMOC 2014: Ironir Alberto Ev sprintou para o ouro. 


Primeiro evento realizado na América do Sul sob a égide da Federação Internacional de Orientação, o Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014 distribuiu os títulos referentes à prova de Sprint. Numa final particularmente exigente e desafiante, foram em número de 23 os vencedores em representação de 11 países, com destaque para o brasileiro Ironir Alberto Ev, a fazer a festa "em casa".


Com metade dos títulos atribuídos, o Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014 aproxima-se rapidamente do fim. O Parque do Caracol, em Canela, recebeu as Finais da prova de Sprint onde o grande destaque vai, naturalmente, para o triunfo de Ironir Alberto Ev no escalão M35, oferecendo ao Brasil a sua primeira medalha de ouro da Orientação mundial. Naquela que foi a final mais disputada do dia, Ironir Alberto Ev bateu o finlandês Samuli Salmenoja pela escassa margem de 9 segundos. Na sua página no Facebook, o atleta deixou um agradecimento “primeiramente a Deus e a minha família que sempre estão do meu lado”, também a todos os amigos “que sempre acreditaram em mim” e à organização deste WMOC 2014, classificando-a como “ótima”. E conclui: “Esta medalha é do Brasil!”


22 de out de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 40

Dica no 40: Não duvide de conseguir realizar seus sonhos.

Esta dica serve para todas as áreas de nossa vida. A realização de nossos sonhos depende muito de nosso empenho. Concordo com as palavras do campeão mundial Thierry Gueorgiou: “Penso que o mais importante, é sonhar. Ter um sonho e persegui-lo é muito importante em termos de motivação. Que isso possa vir a ter uma tradução no dia a dia, depende da dimensão e do alcance desse sonho. Se o sonho é vir a ser campeão do mundo, torna-se necessário treinar diariamente com uma tal entrega e uma tal vontade que corresponda, finalmente, aos objetivos traçados. Não há limites para o sonho. Quando se sonha e quando se trabalha para alcançar os resultados, é possível chegar lá.”

Numa palestra de Amir Klink aprendi que o planejamento é fundamental para a realização dos projetos. Precisamos avaliar o que é necessário para atingir nossos objetivos e trabalhar para por em prática aquilo que sonhamos. Muitas vezes demora até conseguirmos juntar os recursos materiais, financeiros e técnicos, mas a principal limitação acontece quando desanimamos diante das primeiras dificuldades e desistimos de nosso projeto. 

A realização de nossos projetos muitas vezes acontece como nos sonhos: nem parece ser realidade quando acontece. É uma sensação incrível, que pode ocorrer várias vezes em nossa vida. Foi assim na primeira vez que fui para a Europa, em 1990. Meu sonho era participar dos 5 Dias de Orientação na Suécia. Na época eu já estava entre os primeiros orientistas do Brasil, mas ainda não tinha apoio para competir fora. Aprendi inglês por minha conta, economizei dinheiro para a viagem, consegui os endereços de contato com a organização do evento, marquei minhas férias para a data prevista, mandei minha inscrição, recebi as informações necessárias e na data programada coloquei tudo em execução. Foi minha primeira viagem internacional, e a fiz sozinho. Fui até Estocolmo de avião, fazendo conexão em Frankfurt. Do aeroporto de Estocolmo fui para a Estação Central onde peguei o trem para Göteborg, peguei um bonde até a estação mais próxima do local onde iria ficar e com o mapa das redondezas cheguei à pé na escola onde seria realizada a Clínica do O-Ringen. Tudo ocorreu dentro do programado e foi incrível ver como podemos chegar a qualquer lugar do mundo com bons mapas – quem tem mapas vai a Roma. 

Fui muito bem recebido e apoiado na Clínica. Meu primeiro percurso numa área totalmente diferente das que eu já havia corrido aqui no Brasil foi como num sonho, e não senti dificuldade para navegar e encontrando todos os pontos. Foi numa área de parque, em pleno verão, onde encontrar mulheres sentadas em cadeiras de praia tomando sol em “topless” perto de ponto de controle é algo comum por lá. Quando a competição começou, o sonho continuou: desfilar com a Bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, no Estádio Ullevi, em meio a tantos outros países participantes, foi muito emocionante. No primeiro dia e em cada dia subsequente, a visão da estrutura montada para receber 20.000 competidores em todos os dias é incrível. Uma verdadeira multidão em volta da área de chegada, com várias bandeiras identificando as centenas de grupos formados pelos clubes de orientação, espalhados pelo gramado. Um setor com vários caminhões e geradores de energia para a mídia e apuração, com telão e aparelhagem de som. Setor de alimentação e facilidades, incluindo local para os pais deixarem os filhos pequenos enquanto competem. Local de banho com chuveiro quente para todos. Local para fixação dos resultados por categoria, onde encontramos nosso tempo exposto, logo após sairmos da área de apuração. É realmente um cenário de sonho para quem vinha de um local onde os grandes eventos tinham pouco mais de 200 participantes. 

Depois dessa ocasião viajei para uma dúzia de outros países, mas a sensação de competir orientação nesses locais continuou sendo algo semelhante ao que sentimos nos sonhos. 

Cada viagem depende de bastante planejamento e organização. Muitas vezes temos que nos preparar e passar por competições seletivas, ter bons resultados nas competições nacionais, até ser incluído na equipe nacional e poder participar de competições internacionais. Em outras competições, podemos participar dentro de qualquer categoria que nos enquadrarmos, precisando apenas ter os recursos financeiros e planejarmos com a antecedência adequada, fazendo a inscrição e preparando o passaporte dentro dos prazos necessários. 

Seja qual for nosso sonho, é certo que podemos alcançá-lo se fizermos o planejamento de maneira adequada e prepararmos tudo de acordo com nosso objetivo. 

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 39

Dica no 39: Outras matérias ligadas à orientação.

Já é conhecida a vertente educativa da orientação, que está ligada a várias outras áreas de conhecimento. Na prática da orientação utilizamos bastante matemática, principalmente no cálculo de distâncias e azimutes. Aprendemos também assuntos ligados à geografia e ciências, no uso de mapas e bússola. 

Eu tive experiências com matérias ligadas à orientação, antes mesmo de ser orientista. Aos 14 anos de idade aprendi num curso de desenho técnico sobre vistas laterais, inferior e superior de peças, comparando com a representação gráfica em perspectiva isométrica. Notei que tinha facilidade em identificar as diferenças de representação e relacionar as vistas planas à visão tridimensional. Na orientação fazemos uso semelhante de representações em duas dimensões comparando com a realidade tridimensional. Quem tem facilidade em desenho técnico também pode ter facilidade para entender as curvas de nível e outras representações do relevo. 

Fiz um curso de eletrotécnica, onde estava incluída a parte de comandos elétricos industriais e, posteriormente, fiz também o curso de sistemas elétricos de aeronaves. Nessas áreas de trabalho é comum a representação dos circuitos elétricos por meio de diagramas de fiação elétrica, onde são representados, de acordo com uma convenção internacional, todos os dispositivos do sistema e todas as ligações elétricas e conectores. Ao interpretar um diagrama, para localizar uma pane num sistema qualquer, além de conhecer os símbolos, é necessário raciocinar com a sequência de funcionamento e com os pontos de energização e de aterramento (a corrente elétrica sempre flui na direção convencionada do ponto de energização para o ponto de aterramento). É um raciocínio muito semelhante ao que utilizamos na orientação, ao ler o mapa e analisar as opções de rota. Na resolução de panes elétricas, olhamos o diagrama do sistema em estudo, analisamos todos os caminhos da corrente elétrica através dos dispositivos e em seguida verificamos o que está acontecendo na realidade, testando os pontos de energização e a passagem de corrente nos equipamentos elétricos do sistema. Depois de analisar o diagrama é que vamos verificar o componente que não está funcionando, e fazemos o reparo necessário. Sempre tive facilidade em interpretar diagramas elétricos para solucionar panes, da mesma forma que tenho facilidade para interpretar os mapas de orientação.

Na época do curso de sistemas elétricos de aeronaves, quatro colegas meus que gostavam de correr também participaram dos treinamentos de orientação e tiveram relativa facilidade, com desempenho nos percursos acima da média dos demais, passando a ser titulares de minha equipe no segundo ano do curso. Isso comprova que várias matérias têm raciocínio semelhante ao da orientação e existe afinidade entre aqueles que têm facilidade nessas áreas de raciocínio e os orientistas. A situação recíproca também pode ser verdadeira. De maneira semelhante, nosso esporte ajuda a desenvolver o raciocínio lógico, a visão espacial e a rapidez de raciocínio, sendo útil em atividades de outras áreas de conhecimento. 

21 de out de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 38

Dica no 38: Orientação na Escola.

A vertente pedagógica da orientação corresponde ao conjunto de ações que visam colocar o desporto Orientação a serviço do aluno. Nesse caso, procura-se a melhor qualidade do ensino e a motivação do aluno, não importando a performance; mas, sim, a participação, visando a formação do indivíduo para o exercício da cidadania e para a prática do lazer. 

Diante desta realidade pedagógica, encontramos, de um lado, a Confederação Brasileira de Orientação, que possui as seguintes finalidades, conforme seu estatuto:
- Incentivar a preservação do meio ambiente, criando a consciência ecológica nos atletas que praticam ou venham a praticar a Orientação, inclusive por ciclos de palestras;
- Oferecer as condições para que o desporto Orientação seja ministrado nas escolas como atividade formativa e interdisciplinar.

E, de outro lado, figura a Escola, com o desafio de oferecer uma educação integral ao sujeito, de acordo com o que preceituam os Parâmetros Curriculares Nacionais   PCNs.

Nesse prisma, vislumbra-se a possibilidade de desenvolver a educação ambiental nas escolas, fazendo com que o indivíduo e a coletividade construam valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. 

Certamente, o desenvolvimento de um trabalho conjunto entre as Escolas a Confederação Brasileira de Orientação, com a implantação do desporto no currículo escolar, atenderia aos objetivos da Lei de Educação Ambiental, especialmente o que prevê o seu art. 2º, que é do seguinte teor: “a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. 

Desta forma, o projeto ESCOLA NATUREZA apresenta a Orientação como um processo pedagógico capaz de desenvolver nas pessoas a consciência ecológica, ao utilizar, de forma lúdica, a natureza como campo de jogo. 

O valor pedagógico do desporto Orientação está na sua simples prática, onde o aluno, ao executar o movimento, está usando a mente na resolução de um problema relacionado a uma das diferentes áreas do conhecimento. Desta forma, a inserção da Orientação, como ferramenta interdisciplinar, permite uma ampla integração da Educação Física com as demais disciplinas.

Uma das características inigualáveis desse desporto é possibilidade dos portadores de necessidades especiais competirem, em iguais condições com as demais pessoas, não sendo necessário dividi-los por grau de limitações e, ainda, havendo um alto nível de competitividade.  Nestas circunstâncias, a participação das crianças portadoras de necessidades especiais pode facilitar a integração e a inserção social, o que justifica, novamente, a inclusão do desporto no currículo escolar.  

Neste contexto os orientistas habilitados pela CBO têm o papel de confeccionar os mapas didáticos (escolas, universidades e parques), montar os trabalhos de iniciação desportiva, formar e aperfeiçoar os educadores na prática do desporto com realização de cursos, palestras, etc. A partir daí os educadores dão prosseguimento ao ensino da Orientação, conforme currículo aprovado junto à Secretaria de Educação de seu município. 

Nos cursos de Educação Física pode ser disponibilizada a matéria opcional do Desporto Orientação, conforme já implementado nas Universidades Federais do Rio de Janeiro-RJ e de Santa Maria-RS, para habilitar educadores e organizadores de eventos de orientação.
Em suma, a Orientação, como esporte educacional, tem a capacidade de motivar a prática de Educação Ambiental na sociedade e melhorar a qualidade de ensino, podendo ser praticada por qualquer pessoa, independente de sua condição social, física ou faixa etária.


10 de set de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 56

Dica no 56: A estratégia de planejamento a longo prazo.

O atleta de elite bem sucedido deve tomar uma decisão mental com antecedência de 1 a 4 anos antes do evento. Para chegar ao máximo em um campeonato começa quando você decide concentrar-se nesse evento. 

Uma decisão precoce é importante para que você possa fazer um plano estratégico que conduz ao evento. Portanto, o evento selecionado dirige o conteúdo do treinamento. As coisas que são relevantes para o evento, fisicamente, mentalmente, tecnicamente e taticamente, ditam o tipo de treinamento a fazer. 

Muito antes da competição. É ali que defino as bases da minha estratégia. Eu decido que isto é realmente o que eu quero fazer. Eu posso mudar meus objetivos de algo verbal e externo a um profundo desejo em meu coração. Eu tento criar uma visão global que define todas as peças do quebra-cabeças no lugar. O trabalho, escola, família, amigos, o clube, o treinador e os dirigentes vão contribuir em a minha luta para alcançar meu objetivo. Tenho a aceitação dos que me rodeiam e posso me concentrar no próximo campeonato. A partir de agora a minha estratégia é interna e minha motivação vem de dentro de mim. 

A vontade de vencer não é tão importante quanto o desejo de se preparar para querer ganhar. A preparação para o campeonato começa agora, por exemplo, com a coleta de informações sobre coisas como terreno, exigências técnicas e físicas, mapeador, traçador de percursos e outros fatos importantes. Eu faço uma lista de tudo o que é novo ou que pode afetar a minha capacidade de executar. Buscando coisas e ideias que eu possa introduzir no meu treino diário como modelo de treinamento. 

Grande parte da minha preparação envolve me informar sobre o que está vindo, e aceitar isso como um fator positivo em minha preparação para alcançar o resultado pretendido. Quando me der conta e aceitar o que eu tenho que fazer para conseguir meus objetivos, eu só preciso desenvolver ou mudar meu treinamento para que ele reflita isso. É nesta fase que eu construo a minha estratégia e tento criar pensamentos e imagens que influenciam a minha capacidade de realizar, através da crença no caminho que escolhi para alcançar meus objetivos. 

Vou participar de campos de treinamento e competições na mesma região para que eu possa conhecer o ambiente de competição e tipo de hospedagem. Isso me dá experiências, imagens e sentimentos que fortalecem o meu objetivo, e o torna mais vivo. Também é importante para competir em condições onde eu possa testar minha capacidade total. Estas competições, chamadas de competições modelo, são um campo de testes em que me preparo para a competição, onde executo, avalio e melhoro os diferentes ingredientes essenciais na minha formação. 

Um componente-chave deve ser o treinamento tipo competição realizado em campo de treinamento, que pode ser nacional ou no exterior, de acordo com meu objetivo. O que você pode esperar encontrar durante a competição também deve ser experimentado em treinamento. Portanto, o treinamento-competição deve ser uma parte regular e importante do plano de treinamento. 
Quando falamos em treinamento-competição é importante lembrar que tanto os aspectos físicos e mentais estão incluídos na ideia. Em resumo, podemos dizer que cada sessão de treinamento é importante para a competição que está chegando. Quando a competição está próxima, o treinamento-competição deve ser incluído na preparação de atletas de elite. 

Muitos atletas menos bem sucedidos na elite acreditam que os recursos, na forma de patrocinadores, treinadores, instalações de treinamento, equipamentos ou dinheiro são fatores limitantes críticos. O sucesso não vem por acaso para aqueles que acreditam que sua própria iniciativa vale mais do que os recursos. Atletas de sucesso assumem a responsabilidade por seu próprio desempenho. Quando as coisas não vão tão bem em uma competição, buscam em si mesmos as razões e as coisas que fizeram de errado, não buscam desculpas nos recursos. Queixar-se dos fatores externos é uma fuga da realidade e criar desculpas não ajuda a impulsionar o atleta.


22 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 37.

Dica no 37: Orientação em Montain Bike.

A Orientação em Montain Bike (MTB-O) é um esporte no qual o competidor, usando bicicleta, tem que passar por pontos de controle, marcados no terreno, no menor tempo possível, auxiliado por mapa e bússola.  Em MTB-O o elemento decisivo é a habilidade de navegação do competidor, como ocorre na orientação em esqui, onde o foco principal é a escolha de rotas em alta velocidade. Não é permitido o uso de aparelhos de navegação por GPS nas competições. O percurso não deve passar por obstáculos verticais intransponíveis como barrancos, penhascos, muros não transponíveis com a bicicleta e vias asfaltadas com transito intenso de veículos a motor. O ciclista deverá completar o percurso montando, levando ou empurrando a sua bicicleta. Os pontos de controle são sempre localizados nas trilhas, assim os participantes nunca podem abandonar a sua bicicleta. As rodas da bicicleta não podem tocar no solo fora de trilha; se abandonar a trilha o competidor terá de transportar a bicicleta com ambas as rodas no ar. 

É permitido carregar ferramentas e peças sobressalentes, mas durante as competições só é permitido usar aquelas carregadas pelo próprio competidor ou por outro participante da prova, sendo permitida a troca de peças e ferramentas entre eles, entretanto não é permitida ajuda externa, e os competidores devem terminar a prova com a mesma bicicleta que iniciaram. É obrigatório o uso de capacete, como equipamento de proteção. Como nas demais formas de orientação, é dever de todos os participantes ajudar os competidores feridos em algum acidente. 

O mapa para MTB-O possui características próprias, conforme padrão definido pela IOF, podendo ser confeccionado a partir de mapas de orientação pedestre, mas com uma legenda suplementar para classificar as trilhas quanto à sua largura e transitabilidade, assim como outras características peculiares.  A escala pode variar entre 1:5.000 a 1:20.000, conforme a distância do percurso, preferencialmente para ajustar até o tamanho A4. Normalmente é utilizado um suporte especial para o mapa, que é fixado ao guidão e pode girar para orientar o mapa. A bússola é de livre escolha do competidor, sendo mais comum o uso de algum tipo preso à mão. O cartão de controle ou cartão do sistema de picote eletrônico deve estar conectado à bicicleta, através de um cordão retrátil ou qualquer outro tipo de cordão, de modo que não seja removido da bicicleta durante o evento.

A MTB-O é uma modalidade de competição própria do esporte orientação, regulada e dirigida em nosso país exclusivamente pela Confederação Brasileira de Orientação, principalmente no que se refere a suas regras, formatos de competição e provas a nível nacional. Em vários países a MTB-O está bem difundida, inclusive com grande número de competidores exclusivos da modalidade. É possível envolver ciclistas de outras provas, como os de esporte de aventura, por exemplo, desde que as regras e formatos das competições de MTB-O sejam observados.

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16 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 36.


Dica no 36: Orientação de Precisão – Esporte para todos. 



Orientação de Precisão é uma das quatro disciplinas da orientação internacional, as outras três são Orientação Pedestre, Orientação em Esqui e de Mountain Bike. Originalmente desenvolvida a partir da disciplina de orientação pedestre, a Orientação de Precisão é uma forma de esporte em que os competidores estão limitados a seguir por caminhos e trilhas, e fazem julgamentos sobre prismas colocados em objetos no terreno. Assim, a competição física é eliminada para permitir a participação de competidores com mobilidade reduzida, incluindo aqueles em cadeiras de rodas.


A Orientação de Precisão é aberta a todos, independentemente do sexo, idade ou a mobilidade física. Muitos orientistas ativos e experientes podem participar na Orientação de Precisão e beneficiar-se de várias maneiras. Eles acham que melhora suas habilidades de leitura de mapas e reconhecimento do terreno para a competição em orientação pedestre. Aqueles que fazem mapas encontram ajuda com detalhes de interpretação do terreno. Aqueles que organizam e planejam grandes eventos encontram ajuda na colocação de prismas e nas descrições de pontos de controle. E se estes benefícios específicos não forem motivo suficiente, há outra razão que incentiva orientistas experientes para participar na Orientação de Precisão. Eles são atraídos pelo desafio intelectual que a disciplina oferece.

Orientação de Precisão permite a igualdade de competição entre pessoas com boas condições físicas e outras com mobilidade reduzida, incluindo aqueles com deficiência física severa. É um dos poucos esportes em que a competição desse nível pode ter lugar. O órgão regulador, a Federação Internacional de Orientação (IOF), está consciente do valor dessa competição e tem o cuidado de garantir a sua imparcialidade e qualidade.

Embora a competição de desempenho físico esteja ausente nesta disciplina, ela tem lugar ao ar livre, percorrendo certa distância em terreno que nem sempre é plano. Então, algum esforço físico é necessário para completar o percurso, mas ajuda física é fornecida, quando necessário, para aqueles em cadeiras de rodas de propulsão manual. 

À medida que os competidores se movem ao longo do percurso, eles encontram problemas de orientação que devem ser resolvidos pela leitura cuidadosa do mapa de orientação e combinando-o para as características do terreno. A nível de iniciação os problemas propostos não são complicados e não é essencial ter experiência anterior com a orientação. Em níveis mais elevados de participação, o uso das técnicas de orientação é mais e mais colocado em jogo, e ao mais alto nível em competição internacional, os percursos são extremamente desafiantes e requerem competências técnicas normalmente além daquelas necessárias para a orientação pedestre. Também existem pontos de controle especiais onde um árbitro cronometra o tempo de decisão, que será utilizado como critério de desempate.

Quando a Orientação de Precisão foi originalmente concebida para os competidores com deficiência, era necessário que o foco da atenção estar em incentivar a participação destes. Isto inicialmente deu origem a um equívoco comum que a competição estava confinada a pessoas com deficiência física. Agora é amplamente compreendido que não há essa restrição com a Orientação de Precisão, sendo aberta a todos. Hoje a maioria dos participantes na Orientação de Precisão é fisicamente capaz, com uma ampla gama de experiência e habilidade, incluindo até campeões do mundo de orientação pedestre, todos atraídos por seu desafio técnico específico.

O Campeonato Mundial de Orientação de Precisão (WTOC), realizado pela primeira vez em conjunto com o Campeonato Mundial de Orientação (WOC) na Suécia em 2004, está aberto a todos os interessados (desde que sejam selecionados por suas federações nacionais), independentemente da idade, sexo ou habilidade física. Há também uma categoria "Paraolímpicos", que é fechada e restrita a pessoas com deficiência física, e com aprovação medicamente certificada pela IOF.

Aqueles que entram na Orientação de Precisão com experiência de orientação pedestre têm pouca dificuldade na adaptação para o formato. Os mapas são os mesmos, a linguagem é a mesma e os problemas a serem resolvidos, embora diferentes em alguns aspectos, pertencem claramente à orientação que eles conhecem. A Comissão de Orientação de Precisão da IOF, responsável pela manutenção e desenvolvimento da disciplina, está bem ciente da necessidade de manter esta forte ligação com a orientação pedestre, de modo que as duas versões do esporte possam evoluir. Ainda temos poucos eventos no Brasil, mas é uma modalidade que todos os orientistas devem experimentar quando disponível.


Mediterranean Open Championship Orienteering 2014


Sabine Hauswirth e Daniel Hubmann - reis da 10a edição do Campeonato Mediterrâneo Aberto de Orientação 2014 na Toscana. 


O sueco Jonas Leanderson havia vencido a primeira etapa de Sprint por uma diferença de 6 segundos. Mas Daniel Hubmann venceu a etapa de distância média 24 segundos à frente de Jonas, e seu compatriota suíço Matthias Kyburz foi o terceiro. Na etapa final, Kyburz venceu o percurso, com o inglês Scott Fraser em segundo, Hubmann terceiro garantiu a vitória geral na soma dos tempos.


Na competição feminina destacaram-se a dinamarquesa Maja Alm e as suíças Judith Wyder e Sabine Hauswirth, sendo esta a vitoriosa na soma final das três etapas com 56:26, depois de ter vencido a segunda etapa.


Resultados:
Dia 1 - Montecatini

Dia 2 - Cecina

Dia 3 - Firenzi


Página do evento.

9 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 35

Dica no 35: Orientação não é esporte radical. 

Apesar de algumas competições de esporte de aventura terem provas que utilizam bastante orientação, nosso esporte não se enquadra nos esportes radicais, devido às suas formas de prática e tempo de duração da competição. Existe uma modalidade de orientação chamada de Rogaine ou maratona de orientação, praticada em alguns países da Europa, que consiste de uma prova de dois dias com bivaque no terreno, mas não é uma modalidade controlada pela IOF. As provas oficiais de orientação utilizam mapas mais precisos e seguem regras bem definidas em regulamentos nacionais. 
  
Na orientação, também temos aventuras, de acordo com as áreas, mas os riscos de acidentes são bem menores. Nos eventos de vários dias consecutivos, o tempo de competição de cada dia não passa de duas horas, para os que levam mais tempo para completar. A prova ao estilo de maratona de orientação é prevista para 2h 40min para o vencedor da categoria Elite; para as demais categorias o tempo do vencedor deve ser menor que duas horas. Na Europa as demais categorias partem depois da chegada dos primeiros da Elite, depois de assistirem as trocas de mapa e o desenrolar da competição, acompanhando pelo telão na área de chegada. 


Os orientistas podem competir bem nas provas de corrida de aventura, devido ao condicionamento físico e conhecimento técnico. Luís Antônio Barbosa, que foi da Equipe do Exército e chegou a participar de um Campeonato Mundial Militar, fez parte de uma das melhores equipes de corrida de aventura do Brasil, competindo até na Expedição Mata Atlântica e no desafio do Eco Challenge, conseguindo excelentes resultados. 

Em 1991 participei de uma prova organizada pela Escola Naval, o 1o Raid Naval, que tinha 800m de natação no mar, um percurso de orientação, canoagem de uma ilha até o continente, percurso de montanhismo, subindo por um córrego numa encosta íngreme e descendo a encosta por trilha estreita, fechando com mais 5 km de corrida de rua. Foi uma prova em duplas, que venci com José Ferreira de Barros, orientista da Marinha, em cerca de 7h de duração, mais uma prova extra de orientação noturna.

Somente ao final da década de 90 começaram a ser organizadas provas de esporte de aventura com maior frequência, mas nessa época não tive muito interesse por causa de meu envolvimento constante com a orientação e falta de tempo disponível para um treinamento adequado. Pessoalmente não sou muito favorável a provas extremas, que exigem esforços próximos ao nosso limite por um longo período de tempo. Parabéns aos que se preparam e completam essas provas! Para mim, uma maratona típica, com tempo até próximo de três horas, já é um grande esforço, que pode ser completado sem tanta dificuldade, de acordo com o treinamento, trazendo satisfação na sua realização. Provas em dias seguidos, com tempo adequado de recuperação são bem aceitáveis, mas desafiar nossos limites ao extremo é muito radical.

7 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 34

Dica no 34: As mulheres devem executar um treinamento diferenciado.

O treinamento físico feminino é diferente do masculino, tanto na intensidade quanto no volume. Os fundamentos utilizados são os mesmos, mas a individualidade biológica é um fator importante a ser considerado, embora as mulheres tenham a mesma disposição para o treinamento que os homens. Eu já treinei com algumas corredoras de fundo, como Márcia Narloch, ouro na maratona dos Jogos Panamericanos de 2003 e prata em 2007, que tinha um condicionamento físico excelente, que foi adquirido após anos de treinamento específico, sempre fazendo um treinamento adequado ao período em que estava dentro da temporada. Eu só superava o desempenho dela no período em que tinha tempo integral para treinar. Quando tinha apenas meio-período para treinamento, conseguia apenas igualar o desempenho. Se o treinamento não estivesse adequado, eu ficava para trás. Nos treinamentos intervalados eu conseguia acompanhar bem  a intensidade dos tiros, mas sofria para recuperar com intervalo curto. 

Na orientação o treinamento técnico deve ser o mesmo dos homens, inclusive, em muitos eventos nacionais, elas executam o mesmo tipo de percurso de algumas categorias masculinas. Mas esses percursos devem estar adequados ao condicionamento físico e técnico da categoria feminina a que está sendo aplicado. Um percurso bem traçado é aquele em que as primeiras mulheres façam tempo semelhante ao dos primeiros homens, para categorias de idade e grau de dificuldade semelhantes. As mulheres devem fazer percursos adequados à condição física em que estão naquela temporada. No aprendizado, as técnicas ensinadas são as mesmas, a diferença deve ser apenas na distância dos percursos.  


Na Força Aérea, a participação feminina na orientação começou em 1996, quando as primeiras mulheres foram para a Academia da Força Aérea (AFA). Em 1997 eu preparei um mapa para a NAVAMAER e ajudei a montar uma competição interna com a participação feminina. Nossas melhores atletas, Lislaine Link e Ana Paula Littig, que foram campeãs brasileiras, começaram a orientação na AFA em 1998. Aprenderam orientação treinando junto com os homens, geralmente nos mesmos percursos, normalmente chegando depois dos primeiros, mas na frente de vários homens do clube de orientação. No treinamento físico elas corriam juntas. Participaram das provas do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro da CBO, estando sempre entre as primeiras da categoria feminina. Em 1999 elas participaram como atletas reservas da equipe da AFA na NAVAMAER realizada em Resende-RJ pela AMAN, completando os mesmos percursos dos demais cadetes. 

Eles competiram em mapa e percursos que eu preparei, a convite do Capitão Gilvan Alves Flores, que era instrutor e técnico da equipe da AMAN. A partir de 2000 a CDMB colocou a categoria feminina em seu Campeonato, graças aos insistentes pedidos da então Tenente Carla Clausi, do Exército. Em 2001 nossas cadetes puderam participar, onde Lislaine venceu a competição e Litig foi a segunda colocada. Lislaine foi campeã quatro vezes no Campeonato das Forças Armadas (CAMORFA), de 2001 a 2008, e venceu três vezes o Campeonato Brasileiro da CBO (CAMBOR), na categoria Elite feminina. A Littig foi campeã em 2002 e 2004 no CAMORFA.



Depois disso, outras atletas passaram a se destacar por uma melhor capacidade de corrida, além da boa qualidade técnica, como Wilma Barbosa de Souza (que aparece na foto da capa desta edição), também da FAB, que foi a campeã do CAMBOR de 2006 e Sul-Americano de 2009, e Juliana Dummel, do Exército, campeã do CAMORFA e CAMBOR de 2007. Isto aumentou mais a disputa no segmento feminino, incentivando a melhora no condicionamento físico, que não estava tanto em evidência como ocorre entre os homens. 

Para os V Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro em 2011, foram convocadas pela Marinha as melhores atletas da Elite que ainda não eram militares. Com esse reforço, foi da equipe feminina a primeira medalha do Brasil no Campeonato Mundial Militar de Orientação, com o 3º lugar na prova de revezamento dos V Jogos Mundiais Militares. Foi uma disputa emocionante, depois de receber na 5a posição, Wilma passou na 3a no ponto de espectadores, e ao final da última perna finalmente surgiu após a 2a colocada. 


Houve uma grande comemoração com a conquista dessa medalha de bronze, com toda delegação brasileira e o público presente. Foi impossível para a locutora do evento, Carla Clausi, conter a emoção ao ver uma equipe feminina brasileira ganhando a primeira medalha no Mundial do CISM, sendo ela uma das precursoras da participação feminina nos Campeonatos Brasileiros das Forças Armadas. Momentos depois da grande comemoração inicial, a Sargento Wilma veio abraçar a Major Carla, e emocionada agradeceu por esta ter aberto a porta para a participação feminina na orientação das Forças Armadas, dando exemplo e incentivando esta conquista dessa nova geração. 

5 de mar de 2014

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 33

Dica no 33: As crianças merecem atenção especial.


A idade recomendada para execução de percursos de orientação para crianças é a partir de 8 anos de idade. Mas podemos começar a ensinar as técnicas básicas antes disso, de preferência sendo acompanhadas por um adulto. As crianças podem aprender a manusear um mapa de orientação antes mesmo de aprender a ler, pois o mapa é baseado em outros símbolos gráficos. 

O aprendizado deve ser progressivo, iniciando com mapas mais simples, em áreas conhecidas, passando para mapas mais detalhados aos poucos, até chegarmos a mapas de áreas novas, onde são realizadas as competições. Para deixarmos crianças executarem percursos sozinhas, é necessário que tenham aprendido o básico e já possuam autoconfiança. A dificuldade de percurso deve ser adequada ao nível técnico delas. Alguns organizadores superestimam o nível de dificuldade, traçando percursos muito difíceis, podendo desestimular os iniciantes. O nível de dificuldade deve seguir as recomendações da CBO, sempre com a visão de tornar a orientação um esporte interessante e sem riscos de acidentes ou ferimentos graves. Não é interessante que as crianças levem muito mais que uma hora na realização de um percurso qualquer. As dificuldades vão aumentando com o aprendizado, à medida que atingem idade maior e há mudança de categoria.  

A CBO recomenda que todos os iniciantes façam um curso de iniciação esportiva, com o objetivo adaptar o indivíduo ao meio natural, desenvolver a habilidade de usar corretamente a bússola, controlar a distância percorrida e desenvolver o senso de orientação, requerendo para isto um instrutor capacitado. A primeira fase da iniciação esportiva é a instrução mínima que um atleta deve realizar para ser filiado na CBO, tendo adquirindo o conhecimento básico para a prática do esporte, estando apto a participar individualmente de uma competição de orientação.

Para completar esses passos é importante o envolvimento com um clube de orientação que proporcione a instrução adequada e completa, capacitando o novo orientista para a realização dos percursos conforme sua idade e categoria.


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4 de mar de 2014

Portugal O' Meeting 2014

Thierry Gueorgiou e Simone Niggli os grandes vencedores


Com a participação de mais de 1600 atletas, chegou ao fim o Portugal O' Meeting 2014. Na única etapa de Distância Longa desta edição, Thierry Gueorgiou e Simone Niggli foram os primeiros a partir... e a chegar!

Está dada por concluída a 19ª edição do Portugal O' Meeting, a mais importante prova do calendário regular nacional de Orientação Pedestre. A organização – a cargo do CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida e da Câmara Municipal de Gouveia – reservou para este último dia uma etapa de Distância Longa, revisitando alguns dos mais emblemáticos pontos dos dias anteriores, numa mescla perfeita de complexidade técnica e exigência física.

As partidas em sistema de 'chasing start' apresentavam à partida vantagens confortáveis para os líderes dos escalões de Super Elite Masculina e Elite Feminina, respetivamente Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) e Simone Niggli (OK Tisaren), de tal forma que só um cataclismo poderia ditar uma reviravolta na classificação final. E se é verdade que os cataclismos acontecem – que o diga a própria Simone Niggli, apenas 8ª classificada na etapa anterior -, isso não sucedeu na etapa de hoje e ambos os atletas foram mesmo os mais rápidos, ampliando as suas vantagens ante a concorrência.

Na Super Elite masculina, Thierry Gueorgiou foi o único atleta a baixar da uma hora e vinte de prova, cumprindo os 13,9 km do seu percurso em 1:19:47. A segunda posição coube ao suiço Andreas Rüedlinger (Leksands OK), com mais 2:21, enquanto o terceiro lugar foi para o checo Jan Petrzela (OK Kare), com um registo de 1:22:12. Com os resultados apurados na derradeira etapa, Thierry Gueorgiou confirmou a liderança e venceu o Portugal O' Meeting pela quarta vez (terceira consecutiva). Mas foi possível assistir a verdadeiras “cambalhotas” na classificação, da sensacional subida de Andreas Rüedlinger do 17º lugar para o 6º no final, ao “trambolhão” do sueco Oskar Sjöberg (OK Linné), da 4ª posição para um lugar fora do top-10.

Oitavo classificado na etapa inaugural, Jan Prochazka foi subindo paulatinamente na classificação até alcançar o segundo lugar no final. Algo que o atleta comenta desta forma: “Fiquei surpreendido com meu resultado no final da primeira etapa, mas penso que os jovens Suecos começaram muito fortes e fizeram um bom trabalho. Não estive nos primeiros lugares desde o início, mas após as duas etapas de Distância Média penso que consegui o segundo lugar por uma margem tranquila e acreditei que seria possível guardar essa vantagem.”

Na prova feminina, Simone Niggli (OK Tisaren) esteve de novo em grande plano, fazendo uma grande prova no tempo de 1:14:46 para 10,5 km de prova. A sueca Annika Billstam (OK Linné) viria a conseguir o segundo melhor tempo, gastando mais um minuto e meio que a vencedora, enquanto a terceira posição na etapa coube à finlandesa Riina Kuuselo (Tampereen Pyrintö), redimindo-se aqui das prestações menos conseguidas nas etapas anteriores e terminando a 2:11 da vencedora. No cômputo geral das quatro etapas, Simone Niggli foi a grande vencedora, o que sucede pela quinta vez consecutiva e pela sexta vez em termos gerais (a atleta venceu o seu primeiro POM no início da sua brilhante carreira, em 2002).

Vencedora da etapa pontuável para o ranking mundial disputada ontem, Maria Magnusson (Sävedalens AIK) soube segurar a segunda posição, concluindo no final a pouco mais de dez minutos da vencedora. Campeã do Mundo junior de Distância Longa e Vice-Campeã do Mundo de Distância Média em título, a muito jovem sueca Lisa Risby (OK Kare) merece igualmente o título de estrela deste Portugal O' Meeting, ao subir cinco lugares na etapa derradeira, quedando-se num honroso terceiro lugar. 



Resultados Finais

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 3:16:26
2. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 3:33:26 (+17:00)
3. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 3:35:31 (+19:05)
4. Olli-Markus Taivanen (Pellon Ponsi) 3:39:45 (+23:19)
5. Jakob Lööf (MOKS) 3:41:14 (+24:48)
6. Andreas Rüedlinger (Leksands OK) 3:41:36 (+25:10)
7. Jan Petrzela (OK Kare) 3:41:54 (+25:28)
8. Andreu Blanes (Colivenc) 3:42:59 (+26:33)
9. Rassmus Andersson (OK Linné) 3:43:44 (+27:18)
10. Lauri Sild (Hiidenkiertäjät) 3:48:58 (+32:32)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 3:25:58
2. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 3:36:15 (+10:17)
3. Lisa Risby (OK Kare) 3:43:45 (+17:47)
4. Annika Billstam (OK Linné) 3:43:55 (+17:57)
5. Karoliina Sundberg (Lynx) 3:43:57 (+17:59)
6. Ulrika Uotila (Koovee) 3:44:12 (+18:14)
7. Outi Ojanen (Kangasala SK) 3:44:17 (+18:19)
8. Riina Kuuselo (Tampereen Pyrintö) 3:44:36 (+18:38)
9. Kristin Lofgren (Varegg) 3:51:57 (+25:59)
10. Anna Nähri (IFK Göteborg) 3:54:48 (+28:50)


Tudo para conferir em http://www.pom.pt/pt/

3 de mar de 2014

Portugal O-Meeting 2014

POM 2014: Thierry Gueorgiou e Simone Niggli entram com o pé direito


Começa a não ser fácil encontrar um título para as provas de orientação de nível internacional em Portugal que não inclua os nomes de Thierry Gueorgiou e Simone Niggli. Tem sido assim nos anos mais recentes, foi assim igualmente no fim de semana passado e a história volta a repetir-se na etapa inaugural do Portugal O' Meeting 2014. Num terreno muito técnico, os dois atletas souberam melhor que ninguém pôr em campo as suas enormes qualidades, demonstrando uma vez mais o porquê de serem os líderes do ranking mundial.


Tierry segue com larga vantagem na liderança do evento. Apesar de ter errado muito no início do percurso 3, Simone Niggli segue na liderança da disputa feminina, as outras competidoras também tiveram dificuldades em algum percurso. O dia ruim de Maria Magnusson foi o primeiro, com 10 minutos de diferença para Simone. 

Resultados Dia 1

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 45:58
2. Oskar Sjöberg (OK Linné) 49:15 (+3:17)
3. Erik Ivarsson Sandberg (IFK Lidingö) 50:14 (+4:16)
4. Albin Ridefelt (OK Linné) 50:27 (+4:29)
5. Lauri Sild (Hiidenkiertäjät) 50:42 (+4:44)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 49:29
2. Annica Gustafsson (IFK Lidingö) 50:44 (+1:15)
3. Annika Billstam (OK Linné) 50:46 (+1:17)
4. Helena Karlsson (IFK Lidingö) 52:49 (+3:20)
5. Kristin Lofgren (Varegg) 53:38 (+4:09)

Resultados Dia 2

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 35:55 
2. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 38:20 (+2:25)
3. Andreu Blanes (CEColivenc) 38:58 (+3:03)
4. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 39:23 (+3:28)
5. Antonio Martínez Pérez (CEColivenc) 40:23 (+4:28)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 40:19 
2. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 42:32 (+2:11)
3. Outi Ojanen (Kangasala SK) 42:56 (+2:37)
4. Henna-Riikka Haikonen (AnttU) 43:16 (+2:57)
5. Emily Kemp (PFU) 43:38 (+3:19)


Resultados Dia 3

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 34:46 
2. Albin Ridefelt (OK Linné) 36:25 (+1:39)
3. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 37:28 (+2:42)
4. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 38:15 (+3:29)
5. Oskar Sjöberg (OK Linné) 38:17 (+3:31)

Damas Elite
1. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 34:50 
2. Annica Gustafsson (IFK Lidingö) 38:38 (+3:48)
3. Helena Karlsson (IFK Lidingö) 39:09 (+4:19)
4. Marttiina Joensuu (SK Pohjantähti) 39:56 (+5:06) 
5. Jannina Gustafsson (SK Uusi) 40:08 (+5:18)
8. Simone Niggli (OK Tisaren) 41:24 (+6:34)