27 de nov de 2011

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 14

Dica no 14: Sempre utilize uma bússola.

“Impressão de um assombro desse tipo experimentei eu, tendo uns três ou quatro anos, quando o meu pai me mostrou uma bússola... essa experiência produziu em mim uma impressão profunda e duradoura” – Albert Einstein. Assim como imagem de uma bússola marcou a infância de Einstein, e o incentivou a estudar os fenômenos físicos do seu funcionamento, ela ainda fascina os orientistas iniciantes. O uso da bússola é requerido sempre, desde iniciantes a competidores da Elite. O uso prático é para manter o mapa orientado, que não requer muito cuidado. O uso com necessidade de precisão é menos comum para iniciantes, mas deve ser treinado para evoluir de nível. Justamente nas circunstâncias em que a utilizamos com precisão é que confirmamos sua praticidade, surpreendendo-nos com o resultado. Para usar corretamente, é importante estar acostumado com a própria bússola, usando-a em todos os treinamentos e competições. Para os que têm interesse em competir, é bom adquirir desde o início uma bússola de dedo; ela é mais prática para uso rápido, pois fica o tempo todo encima do mapa, com sua ponta marcando a posição em que estamos e a agulha magnética sempre visível, conferindo com o mapa orientado. 

O importante na utilização da bússola, tanto a com base retangular e graduação quanto a de dedo, é o posicionamento do corpo e a visada à frente. A bússola deve ser posicionada sempre no meio do corpo, sobre uma linha imaginária que segue de nosso umbigo até nosso objetivo, tendo o cuidado de verificar se está bem na posição horizontal, de modo que a agulha possa girar livre, sem prender no topo da cápsula onde está inserida. A visada vai seguir a mesma linha imaginária, como mostrado a seguir. Esta linha imaginária chama-se azimute. Chamamos de azimute ou rumo o ângulo entre o norte magnético e a direção que queremos seguir.

Veja a sequência do Método 1-2-3:
1. Coloque a bússola sobre o mapa paralela à direção que deseja seguir. 2. Gire o dial da bússola até que as linhas do interior coincidam com as linhas do norte magnético do mapa. 3. Retire a bússola do mapa, posicione à sua frente e gire o corpo até que a agulha magnética coincida com a seta de orientação. Levante a cabeça e tire uma visada à frente marcando um objeto nítido como referência a seguir. Siga em frente, marcando a distância percorrida.

Repita este último passo até chegar ao ponto desejado. Esse procedimento é válido tanto para bússolas de base comum quanto para os demais tipos de bússola. A diferença para a bússola de dedo, por exemplo, é que não retiramos a bússola do mapa, mantemos o conjunto mapa-bússola marcando a direção a seguir, posicionamos à frente, giramos o corpo até a agulha da bússola coincidir com as linhas do norte no mapa e tiramos a visada, olhando para frente.

Quando tiramos o azimute desejado a partir do mapa, posicionamos a bússola à frente e giramos o corpo para ajustar a direção que queremos seguir – giramos o corpo, não a bússola. Quando o corpo estiver posicionado, com a bússola na posição correta, basta levantar a cabeça e olhar em frente, tirando visada para um objeto distinto, árvore ou moita que sirva de referência. Daí, seguimos na direção do objeto visado, fazendo o mesmo procedimento adiante. Se a bússola estiver posicionada corretamente, o simples olhar à frente dará a direção correta a seguir. Por isso é importante praticarmos e nos adaptarmos à nossa própria bússola, para realizarmos os procedimentos com rapidez e conseguirmos uma boa precisão na tomada de azimutes.