21 de abr de 2017

ISOM 2017





A partir de 1° de Maio de 2017 poderá ser usado o novo Padrão Internacional para Mapas de Orientação 2017 (ISOM 2017). Até o final deste ano o ISOM 2000 ainda será válido, deixando de ser usado a partir de 1° de Janeiro de 2018. Como já vinha sendo anunciado, a nova versão traz várias modificações interessantes, que requerem a atenção dos mapeadores aos novos padrões. 

Para mapas que abrangem a área urbana, a mudança mais significa foi poder usar o mesmo símbolo para edificações usado nos mapas de Sprint, na cor cinza escuro (Preto 50%), desde que o edifício (ou conjunto de edifícios) tenha dimensões maiores que 75m de largura por 75m de comprimento. Já é uma evolução, assim como a possibilidade de representar as áreas em que se pode debaixo ou através de uma edificação grande com o cinza mais claro. Alguns mapeadores já faziam isso em mapas não oficiais com edificações grandes. 


Vários pequenos detalhes foram alterados nas dimensões e distâncias mínimas de símbolos, que não vou enumerar aqui, mas que já foram ajustadas no arquivo de símbolos feito pela equipe do OCAD, que eu traduzi para o português na versão para a escala 1:10.000, que é a mais usada no Brasil (eu uso os símbolos com nomes traduzidos para o português desde o OCAD 4! ). Lembrando que o padrão de escala do mapa ainda é 1:15.000, pois a IOF não abre mão deste padrão, mesmo que a maioria dos mapas produzidos esteja na escala 1:10.000 (ainda não foi nesta ISOM que mudaram isso). 

Nas estradas e caminhos foram reformulados os padrões, sem muito impacto para os orientistas, mas com necessária atenção para os mapeadores. O símbolo 503, por exemplo, será empregado para estradas secundárias com menos de 5m de largura, como acontecia na ISOM 2000, mas com símbolo diferente.


Outra mudança foi nos símbolos de elementos especiais, onde o X passará a ser somente em verde ou preto, assim como a O que também pode ser verde ou preto, como era usado anteriormente. Já o X azul foi substituído pelo * azul e a O azul foi substituída pelo quadrado azul. O X marrom foi substituído pelo triângulo marrom, que muda bastante o aspecto dos mapas em áreas com muitos cupinzeiros. O símbolo de ferrovia passou a ser o mesmo do mapa de Sprint. 

Foi excluído o símbolo de estande ou campo de tiro. Foi adicionado o símbolo de trincheira, que ainda é bastante comum de encontrar na Europa.


Nos símbolos de vegetação foi colocada a possibilidade de usar pontos verdes nos símbolos de árvores dispersas em áreas abertas e semiabertas, para representar área aberta com moitas dispersas. Foi adicionado o símbolo de vegetação intransponível, semelhante ao usado mapa de Sprint.

Outra adição de símbolos interessante foi entre os símbolos de percurso, o da colocação do balizamento antes do triângulo de partida com um traço perpendicular indicando o local de entrega do mapa. Com isso ficará mais fácil orientar o mapa até mesmo antes de chegar ao triângulo de partida, sem ter que usar a bússola obrigatoriamente. Mudaram as dimensões dos símbolos de triângulo de partida, ponto de controle e chegada; mas eles podem ser proporcionalmente ampliados nos mapas 1:10.000.

Houveram algumas mudanças nas dimensões dos símbolos relacionados a pedras e penhascos, que não faz tanta diferença para os orientistas, mas os mapeadores devem tomar conhecimento e aplicar. Na Europa, por exemplo, muitos mapeadores usam 3 tamanhos de símbolo para pedras desde a década de 90, principalmente os suíços (o suíço Thomas Brogli comentou sobre isso na Conferência de Mapeadores da IOF da qual participei em 1991, e onde o Hans Steinegger demonstrou o uso do OCAD 3! ). Na ISOM existem dois tamanhos para o símbolo de pedra, com 0,4 e 0,6 mm na escala 1:15000, mas desde a ISOM 2000 é permitido aumentar o símbolo para 0,5 onde existam pedras de tamanho significativamente diferentes; com essa “permissão” eles usam um tamanho intermediário de 0,5mm, além dos outros dois do padrão. Como não conseguiram alterar a ISOM para três tamanhos de pedra, usam dessa maneira nos mapas locais. Encontramos assim os três símbolos possíveis no arquivo do OCAD, que é feito pelos suíços.

Foi tirada a obrigação dos mapas internacionais terem uma legenda com a descrição dos símbolos de elementos especiais. Entretanto é interessante que os mapeadores coloquem uma legenda de acordo com os símbolos importantes da área e de acordo com o tipo de evento, principalmente quando há participação de iniciantes e nesta fase de introdução dos novos símbolos da ISOM 2017.

Estou disponibilizando os arquivos que vou usar a partir de agora no OCAD. Lembrando que estes são indicados para mapas novos. Para trocar os símbolos de um mapa no padrão ISOM 2000 para o ISOM 2017 é necessário usar uma tabela de referência cruzada, com a numeração antiga (que varia de um arquivo para outro) e a numeração nova. Os mapeadores que souberem fazer este tipo de alteração, podem usar a tabela que estou indicando como modelo.

Usem os links abaixo para baixar os arquivos do OCAD traduzidos para o português (BR).

Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 9
Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 10
Mapa ISOM 2017 1:10.000 OCAD 11
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 9
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 10
Mapa ISOM 2017 1:15.000 OCAD 11
Tabela de referência cruzada

Percursos ISOM 2017 1:10.000 OCAD 10
Percursos ISOM 2017 1:10.000 OCAD 11

Abaixo o arquivo da ISOM 2017 traduzido para o português (BR) por Jocemar Riva. 

ISOM 2017 -Brasil


ISOM 2017 original em inglês


25 de mar de 2017

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 97

Dica n° 97: Cuidado com os perigos naturais.

Num percurso de orientação encontramos vários obstáculos naturais. É necessário tomar muito cuidado com aqueles obstáculos que representam perigo ao orientista, como penhascos e barrancos altos, vegetação densa e com espinhos, charcos e rios intransponíveis. Na aviação, vários fatores adversos somados podem contribuir para um acidente aéreo ou até mesmo uma tragédia. Na orientação também precisamos estar atentos a certos cuidados para não sofrermos acidentes. 

Eu presenciei uma ocasião onde os fatores adversos contribuíram para um acidente fatal com um colega durante um treinamento de orientação. Este aconteceu em 1996 com Ailton de Brito, sargento da FAB, durante um treinamento no Rio de Janeiro. Costumávamos treinar nas quintas-feiras, juntamente com outras equipes, cada vez com traçador de percurso diferente. Naquele dia Neir Braga foi o traçador e havia uma equipe do Exército participando. O Braga saiu para colocar os prismas e no sorteio da ordem de partida eu fui um dos primeiros e Brito o penúltimo. Completei o percurso sem problemas, chegando pouco depois do Braga ter acabado de colocar os prismas e depois que todos haviam partido e estavam no percurso. Depois que todos os colegas do Exército chegaram, sentimos a falta do Brito, e quando perguntamos se alguém o havia visto durante o percurso a resposta foi negativa. Passado o tempo normal de realização de percurso, dividimos o pessoal para voltar na área para tentar encontrá-lo. Procuramos até o final da tarde sem sucesso. Ao recolhermos a bolsa com o material do Brito encontramos a bússola entre seus pertences, fato que nos preocupou mais ainda, pois ele tinha saído sem a bússola. Ainda passamos de carro pelas principais vias da área após escurecer. A primeira pessoa que avisamos foi a esposa do Brito, deixando a bolsa dele com os documentos e pegamos uma foto para usarmos nas buscas seguintes. Voltamos para nossa organização e avisamos nosso comandante, que tomou as providências necessárias para que as buscas continuassem no dia seguinte. Voltamos na manhã seguinte com o auxílio de mais pessoas, inclusive pessoal especializado em busca e salvamento, separando várias equipes de busca para cobrir toda a área. Apenas no sábado de manhã uma das equipes conseguiu informações de pessoas que haviam visto o Brito na quinta-feira. Um coronel da reserva do Exército, que tinha uma chácara na parte leste da área tinha conversado com ele, cerca de meia hora depois do horário de partida. O percurso seguia para o norte e para oeste, mas Brito afastou-se para leste, cerca de 1 km fora da rota prevista, após o ponto 1, procurando o ponto 2. Passou naquela chácara procurando um local onde o caminho cruzava uma ponte. Ele pediu água e perguntou onde ficaria uma ponte nas proximidades, e o dono da chácara falou que no rio que passava ao lado tinha um tipo de ponte até o outro lado. O problema, além do Brito não estar com a bússola, foi não perceber que estava próximo do limite do mapa, onde tinha um rio de cerca de 50m de largura que corria de norte para sul e que não era o córrego de 10m de largura que corrida de oeste para leste, onde era a área do ponto de controle. A ponte próxima da chácara, na verdade era um aqueduto com uma diferença de altura maior que 3m de uma margem para a outra, com alguns ferros impedindo as pessoas da margem oposta passar no sentido contrário. Não dá para entender como ele não observou a largura do rio e não percebeu que nenhum traçador colocaria um ponto de controle naquele local. O pessoal da equipe de busca foi para o outro lado do rio e encontrou dois garotos que haviam visto o Brito. Eles estavam próximo ao rio, cuidando de um cavalo, quando viram o Brito passando para aquele lado e depois não conseguiu voltar pelo mesmo local. Viram que ele guardou um papel (o mapa) num bolso na frente da roupa e tentou atravessar de volta a nado, mas a correnteza era forte e o arrastou rio abaixo. O problema maior, além da correnteza forte, era que mais abaixo, depois da curva do rio, havia uma corredeira com muitas pedras. O corpo do Brito foi encontrado no domingo de manhã, num remanso cerca de 5 km abaixo, quando um helicóptero de busca vasculhava o rio. Uma série de fatores adversos contribuíram para este triste fim, mas a principal lição, fora a questão da busca por alternativas corretas de relocalização, é que não devemos subestimar os perigos da natureza, e jamais nos arriscarmos numa situação duvidosa de perigo em potencial. 

Há perigos que estão além de nossa capacidade de superação. Geralmente os traçadores de percurso evitam os locais de risco, como aconteceu ali, mas cabe a cada orientista ter cautela e evitar colocar-se em situação perigosa. Em 2016 tivemos outro acidente fatal com o veterano Itamar Torrezam, que desviou um pouco da rota, e quando atravessava uma área de vegetação mais densa caiu de um penhasco com mais de vinte metros de altura.

Outro risco são as doenças transmitidas por carrapatos. O sueco Arto Rautiainen, depois que parou de competir na Elite, continuou envolvido com seu clube de orientação, até que morreu inesperadamente aos 36 anos de idade, durante um treinamento, sem motivo confirmado. Outras mortes misteriosas ocorreram com alguns orientistas da Europa, sem nenhuma causa ter sido encontrada, após efetuados os exames. Suspeita-se de encefalite transmitida por carrapatos, doença para a qual o governo sueco desenvolveu recentemente uma vacina que pode proteger. Às vezes as pessoas infectadas confundem os sintomas como a febre, com os de uma virose comum, mas o caso pode ser mais perigoso se não diagnosticado corretamente. No Brasil temos um risco semelhante de contrair a febre maculosa, doença semelhante à descrita acima, que já teve casos fatais entre pescadores, que contraíram a doença em locais onde havia capivaras. 

E temos os riscos das doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela. Os militares já costumam tomar as vacinas necessárias, e da mesma maneira os orientistas devem procurar as vacinas disponíveis para as doenças ligadas a áreas rurais e de floresta.

Casos fatais ocorrem em vários esportes, o nosso é um que teve poucos, mas vários acidentes menos graves podem ocorrer se não prestarmos atenção, assim devemos tomar os cuidados adequados em locais naturais que oferecem perigos potenciais.

1 de mar de 2017

NOTA DE PESAR - JUSCELINO ALENCAR KARNIKOWSKI

Retransmito a mensagem de pesar da comunidade orientista:

"É com extremo pesar que a CBO recebeu a notícia do falecimento do nosso orientista nº 1873 JUSCELINO ALENCAR KARNIKOWSKI, ocorrido por volta das 03:00h de 28 de fevereiro.

O Karnika, como era conhecido por todos, sofreu um acidente de carro na manhã do último domingo, na região de Santa Rosa-RS. O acidente causou um ferimento grave na área da bacia e ele foi operado na tarde do mesmo dia e permaneceu sendo acompanhado na UTI em um hospital de Santa Rosa. Infelizmente, ele passou a perder muito sangue e não resistiu, vindo a falecer nesta madrugada.

O Karnika era natural de Santa Rosa-RS e sargento do Exército Brasileiro, servindo em Amambai-MS. Durante mais de 10 anos foi atleta de elite das Forças Armadas e representou o Brasil na equipe nacional militar nos Campeonatos Mundiais Militares de 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2013, 2014 e 2015. Em 2009 foi Campeão do Campeonato de Orientação das Forças Armadas (CAMORFA). O Karnika terminou o ano de 2016 na 9ª colocação do ranking da CBO.

A CBO, em nome dos orientistas do Brasil, se despede de um de seus mais expoentes atletas ciente de que atletas brilhantes são insubstituíveis em sua existência e, além da falta que fará a todos aqueles que o amam, certamente deixará a comunidade orientista brasileira mais pobre."



Fiquei muito triste com a perda deste companheiro de tantos percursos. Estivemos várias vezes participando dos mesmos percursos, e até viajamos juntos com a equipe brasileira. Sabemos que na orientação todos buscam vencer os desafios dos percursos e fazer o melhor possível, visando primeiro vencer seus limites pessoais. A orientação é um estilo de vida quando nos dedicamos a estar competindo junto com a Elite nacional, e o Karnika fez parte desse grupo de atletas. Mas o ambiente de amizade sempre sobressai em relação ao ambiente de competição, pois temos muita coisa em comum na fase de preparação, e a competição só acontece entre o triângulo de partida e a faixa de chegada. Quando olhamos os resultados e não foi bom para nós, a pergunta que vem primeiro à mente é: o que eu fiz de errado desta vez? E quando o resultado é positivo pensamos: desta vez eu fui bem mesmo. Na vida nossa luta é semelhante, procuramos fazer o melhor, e os orientistas muitas vezes se destacam na vida profissional por tem essa mentalidade. E muitas vezes a vida nos traz dificuldades difíceis de superar, como acontece em muitos percursos. Aí nos quedamos a pensar em nossas limitações, e tentamos nos levantar para seguir adiante. Pena que nosso amigo, desta vez, não pôde seguir adiante e tentar outro percurso. Mas espero que mais adiante, no céu, nossos caminhos voltem a se cruzar.

Até logo, Karnika.



https://www.facebook.com/juscelinoalencar.karnikowski/

10 de dez de 2016

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 74

Dica no 74: O trabalho de mapeamento é importante.

Alguns orientistas têm interesse especial pelo mapeamento das áreas de orientação. Não há comprovação de que o aprendizado do mapeamento auxilie na performance do orientista, entretanto, vários orientistas de boa performance também são bons mapeadores. O envolvimento contínuo com o esporte é fundamental para o bom mapeador, segundo recomendação da IOF. Por essa razão todos os mapeadores precisam ter experiência em vários tipos de terreno e vegetação, para poderem trabalhar com melhor qualidade. O limite diário do trabalho de campo é de 6 horas contínuas ou dois períodos de 4 horas, isso para um mapeador com ótimo preparo físico. Um mapa bom para dois percursos (médio e longo) leva pelo menos duas semanas de trabalho de campo e o mesmo tempo correspondente de trabalho em horas de digitalização num computador. A qualidade do mapa é diretamente proporcional ao tempo total de trabalho dedicado a ele, quanto mais tempo disponível, melhor será a qualidade do mapa. A prática é fundamental para o desenvolvimento da qualidade no trabalho de campo e rapidez na execução da digitalização. O manuseio do programa de desenho no computador é bastante intuitivo, mas a prática e o conhecimento de todas as ferramentas fazem muita diferença entre um mapeador novato e outro experiente.

Como sugere a IOF, o mapa deve conter todas as características que sejam bem visíveis no terreno e que sejam úteis à sua leitura. Durante o trabalho de campo deve-se manter a clareza e legibilidade do mapa, mas a legibilidade nunca deverá ser sacrificada a favor da apresentação em excesso de pequenos detalhes ou elementos no mapa. Como tal, é necessário, no trabalho de campo, definir tamanhos mínimos para muitos tipos de detalhes, respeitando os valores mínimos estabelecidos pelas normas da IOF. Estes tamanhos mínimos poderão variar consideravelmente de um mapa para outro de acordo com a quantidade existente dos detalhes respectivos. No entanto, a consistência é uma das mais importantes qualidades de um mapa de orientação, isto é, o que for definido como padrão para um mapa não deve ter diferenças em partes distintas dentro do mesmo mapa, mesmo que este seja feito por dois ou mais mapeadores. Neste caso é bom que um dos mapeadores faça a revisão final, percorrendo a área que os demais mapearam, fazendo a padronização.

Deve ser observado que o trabalho de mapeamento pode atrapalhar os atletas na fase específica de treinamento, próximo a competições importantes. Em 2006 eu fui o 2o colocado no CAMORFA, mas foi marcada uma outra seletiva para o Campeonato Mundial no Brasil cerca de três meses depois. Neste intervalo, estive mapeando sozinho uma área grande para a prova de orientação do Mundial de Pentatlo Aeronáutico, que também foi no Brasil. Eu havia mapeado uma área nova de treinamento no início do ano, antes do CAMORFA, mas tive que preparar outro trecho diferente para treinamento, além da área para a competição. Enquanto eu estava mapeando, os demais atletas estavam treinando normalmente, fazendo a preparação para a seletiva e a competição que viria depois. O resultado foi que fiquei fora da equipe nacional depois da seletiva final. Se estivesse treinando com os demais, certamente meu desempenho na seletiva teria sido melhor. Os atletas de elite que também são mapeadores devem agendar o trabalho de campo apenas para a fase básica de treinamento, longe das competições principais, onde não atrapalhe os resultados esperados para a temporada.

Ir ao ÍNDICE

24 de nov de 2016

49º WMOC Campeonato Mundial Militar de Orientação



Foi realizado de 18 a 22 de novembro de 2016 o 49º WMOC - Campeonato Mundial Militar de Orientação, nas cidades de Rio das Ostras e Búzios no estado do Rio de Janeiro. Informações detalhadas podem ser encontradas na página do organizador.
Podem ser vistas mais informações na página da Orientação do CISM.
CISM  ORIENTEERING

Vejam algumas traduções das postagens logo abaixo.

Evento com partição do público local.

Teve um grande trabalho de preparação. 
 

E um excelente resultado final. Veja o outro vídeo do Facebook.


Percurso Médio
Um começo perfeito do campeonato: 27°C e luz do sol. Os corredores esperavam pela selva brasileira (verde). Então eles tiveram um pouco e ficaram muito felizes. 
Alguns pequenos ou grandes erros da maioria dos corredores. A maioria deles cometeu os erros no verde. Sarina Jenzer, SUI perdeu cerca de 4 minutos nessa área. 
Mathias Kyburz cometeu erros também. A mesma área será usada para a Longa Distância, sem mapas disponíveis neste dia.


2016-11-19-05Resultados Mulheres Médio
1- Natalia Efimova, RUS 30'32"
2- Sarina Jenzer, SUI 31'16"
3- Julia Novikova, RUS 31'41"

Resultados Homens Médio
1- Mathias Kyburz, SUI 31'23"
2- Leonid Novikov, RUS 32'36"
3- Martin Hubmann, SUI 33'14"



2016-11-19-07

O veterano Valentin Novikov (RUS), marido de Julia Novikova, foi o 4° colocado, apenas a  5 segundos de Martin Hubmann. Destaque para o brasileiro Sidnaldo Sousa, que foi o 10° colocado neste percurso, melhor resultado individual masculino de todos os tempos.  No feminino Letícia Saltori foi a 13a colocada, e Franciely Chiles a 18a.

Resultado completo do percurso médio.


Percurso Longo
Outro dia fantástico no Brasil: tudo perfeito. O jovem casal da Suíça, Sarina Jenzer e Mathias Kyburz, ganhou os 2 ouros. Foi a primeira vez que a Suíça trouxe mulheres para o CISM e conseguiram vencer. Parabéns!

2016-11-20-05
 Resultados Mulheres Longo


1- Sarina Jenzer, SUI 57'41"
2- Urzula Kadan, AUT 59'38"
3- Natalia Efimova, RUS 59'39"

2016-11-20-06Resultados Homens Longo
1- Mathias Kyburz, SUI 72'05"
2- Frederic Tranchand, FRA 75'20"
 3- Timo Sild, EST 77'04" 


Mathias Kyburz ganhou novamente, esta é sua melhor temporada. Ele já havia vencido a Copa do Mundo de Orientação de 2016. Destaque para Sidnaldo Sousa, que foi o 16° neste percurso. No feminino Letícia Saltori foi a 9a colocada, melhor resultado individual feminino de todos os tempos.

Resultado completo do percurso longo.

2016-11-20-08

Competição de Equipes Feminino:
3 melhores no Médio + 3 melhores no Longo
1- Rússia
2- Polônia
3- Suíça

Competição de Equipes Masculino:
4 melhores no Médio + 4 melhores no Longo
1- Suíça
2- Rússia
3- Polônia

Resultado completo por equipes.


Revezamento

2016-11-23-01

Um dia fantástico em Búzios. Os brasileiros queriam promover a orientação, e o fizeram. O revezamento foi organizado na cidade de Buzios, uma pequena cidade no litoral leste do Rio de Janeiro. Não foi um revezamento Sprint, como haviam divulgado os organizadores, mas foi um revezamento  urbano com muitos espectadores. 
Mapa 1: 5000, padrão Sprint. Homens 3x 9 km = 27 km. Mulheres 3x 6 km = 18 km.

2016-11-22-01

Resultados feminino

1- Rússia 01:45:24
2- Polônia 01:53:56
3- Lituânia 01:56:42

Resultados masculino
1- Suíça 02:20:51
2- Rússia 02:22:47
3- Polônia 02:22:47

2016-11-22-02No feminino a Rússia confirmou sua hegemonia nas provas militares, com Galina Vinogradova, que foi destaque da Rússia nas competições da IOF neste ano, fechando bem e mostrando sua habilidade em provas urbanas. 
No masculino a hegemonia da Suíça prevaleceu. A disputa ficou para o segundo lugar, com Andrey Khramov (RUS), que já foi campeão mundial no Campeonato da IOF, não deixando Wojciech Kovalski (POL) passar no final.


Resultado completo do Revezamento.



30 de mar de 2016

OOMapper 6.7



OpenOrienteering Mapper é um programa para desenho de mapas de orientação que oferece uma alternativa livre para o problema existente de registro de programa.

Aconselho seu uso para quem está iniciando no trabalho de mapeamento e não quer ficar utilizando uma cópia pirata do OCAD.

Sou usuário registrado do OCAD 11, mas estou testando e cooperando com esse projeto. Fiz a tradução para o Português-BR, que está disponível com a versão atual do programa. Como ele pode importar mapas do Ocad, eu uso como base mapas com símbolos do OCAD também traduzidos para o português. 


Suas principais vantagens em relação aos demais programas são:


  • Open Source: o programa é totalmente gratuito, qualquer programador pode melhorá-lo.
  • Cross-platform: o programa funciona em Android, Windows, Mac OS X e Linux.
A versão para smartfone (Android) é muito interessante pois permite abrir o mapa e fazer edições simples nele, algo que o OCAD ainda não tem. É possível importar mapas do OCAD e vice-versa, com algumas restrições, mas com bons resultados.

A versão atual recomendado para PC e Android é o Mapper 0.6.7.

Imagens:
As principais características da versão atual incluem::
  • Conjuntos de símbolos do ISOM 2000 (floresta) e ISSOM 2007 (sprint)
  • Importação e exportação de mapas OCD e conjuntos de símbolos (importa: versão 6 - 11, exporta: versão 8)
  • Trabalha com vários tipos de mapas base:
    • Imagens (bmp, jpg, tif, png, gif)
    • Dados de GPS  (gpx)
    • Dados Vetorizados (dxf, osm)
    • Mapas (ocd, omap, xmap)
  • Trabalhando com todos os tipos de símbolos importantes:
    • de Ponto
    • de Linha
    • de Área
    • Texto
    • Símbolos Compostos
  • Muitas ferramentas de desenho e de edição para objetos
  • Impressão, exportação PDF e de imagens raster para usar o mapa em programas de traçado de percurso
  • A pesquisa de declinação online abre o resultado no navegador da Web
  • Recursos avançados, como simulação de impressão sobreposta, diferentes recortes no mapa,  substituição de conjunto de símbolos, e muito mais ...
Enquanto ele está em desenvolvimento contínuo é considerado em estado beta, ele tem sido usado para produzir mapas de orientação clássica, MTBO e corridas de orientação de rádio . Todas as funções necessárias para mapas de desenho estão implementadas e o funcionamento do programa é muito estável. Por isso, pode ser considerado pronto para uso produtivo, embora como é sempre uma boa ideia manter backups de seus arquivos. Estamos felizes com o feedback para o programa.
 manual online pode lhe dar mais idéias do que o programa faz. Este manual está em inglês.
Contribuindo
Há muito a fazer, e todo o tipo de ajuda é apreciada, se você é um programador ou não. Se você estiver interessado em contribuir, bons lugares para começar são:

5 de dez de 2015

Campeonato Sul-Americano de Orientação 2015

Campeonato Sul-Americano de Orientação realizado na cidade de São Francisco de Paula – RS no período de 3 a 6 de dezembro de 2015. Desta vez com a participação de poucos estrangeiros nas categorias Elite, mas com a presença de representantes do Chile, Argentina, Uruguai e Equador em outras categorias.

No dia 3 de dezembro foi o revezamento, na mesma região dos percursos "longo" e médio, mas com distância curta para cada participante.

No dia 4 de dezembro foi o percurso Sprint, na área do Lago São Bernardo, com um percurso classificatório para as categorias H21E e D21E realizado a partir das 10:00h. As demais categorias correram a partir das 15:00h, assim como a final da Elite. Exceto por alguns pontos de controle alguns metros dentro de floresta, os percursos Elite foram de Sprint urbano. A disputa das Elites foi grande. Na H21E a diferença do campeão foi de apenas 2 segundos. Fabio Kuczkoski fez 16'26" e Sidnaldo Farias foi segundo com 16'28". Em terceiro chegou Cleber Baratto com 17'38", repetindo a sequência do percurso de qualificação. No feminino a campeã foi Letícia Saltori com 18'22", Franciely Chiles, que havia vencido a qualificação, foi segunda com 20'01" e Mirian Pasturiza repetiu a terceira colocação com 20'52" na final.


Já para algumas outras categorias, como as de veteranos H40A e até H55A, foram percursos curtos de floresta. A vegetação era limpa em 50% do percurso, mas não era um Sprint típico. Eu recordei o primeiro percurso médio que fiz no Rio Grande do Sul em 1999, na terceira etapa do CAMBOR, com a diferença que esse percurso agora era mais curto. Mesmo assim, eu venci agora na categoria H45A com o tempo de 16'30"; ficou dentro do previsto.  

No dia 5 de dezembro foi o percurso longo, para algumas categorias, como a D21E, onde Letícia Saltori venceu novamente com 54'22". Tânia Carvalho, que não correu o Sprint, foi a segunda com 58'33", apenas 4 segundos à frente de Franciely Chiles, que foi a terceira com 58'37". Na H21E já era esperado o campeão fazer ritmo abaixo de  6 minutos por quilômetro, e o vencedor foi Ironir Ev com 45'53"(5'28"/km) num percurso de 8,4km. Deveria ter sido um percurso de 11Km, pelo menos; o traçador errou apenas por 3km. Fabio Kuczkoski foi segundo com 46'22" e o terceiro foi Leandro Pasturiza com 47'28". 

Mas para as categoria H45A e H50A, por exemplo, foi um percurso médio, com tempo de 30 minutos para o vencedor. Nós não somos tão velhos assim para que um percurso longo tenha 4,3 km numa área tão limpa! Foi uma decepção meu primeiro percurso longo como veterano, primeiro porque não era longo e depois porque eu fui perceber que a escala era 1:7.500 somente na rota para o ponto 2, quando cometi um pequeno erro de direção e quase saí do mapa. Depois de mais de 30 anos correndo orientação ainda tem algum erro novo para cometer (não checar a escala do mapa na partida). Eu imaginava que  por ser um percurso longo a escala seria 1:10.000, o primeiro ponto tinha muitas referências visuais e dispensava a contagem de passos. Para o segundo fui seguindo referências novamente, mas confundi alguns talvegues rasos e saí à direita do azimute. Ao procurar referências adiante vi dois barrancos grandes ao lado de um caminho na minha perpendicular, mas não consegui vê-los no mapas, cheguei mais perto tentando identificar outros objetos próximos, mas estava confuso, e perdi muito tempo para me relocalizar. Ao retornar ao ponto 1, quando o havia avistado, percebi que aquele caminho no sentido sul-norte era na borda do mapa e os barrancos não estavam no mapa (havia um recorte no mapa para colocar uma legenda com a escala!); aí que olhei que a escala era 1:7.500 e percebi que tinha chegado muito rápido lá.  Depois disso não cometi outros erros, mas não corri mais no ritmo que estava no início, e tive que me contentar com a sétima posição, a mesma que meu amigo Fioravanti na H21E. E assim tem mais uma historinha para o manual do Jovem Orientista.


No dia 6 de dezembro foi o percurso médio, e na categoria D21E Letícia Saltori venceu novamente com Franciely Chiles em segundo lugar e Tânia Carvalho foi a terceira, permanecendo essa colocação na soma dos pontos. Para completar o pódio final, Mirian Pasturiza foi a quarta colocada e Edinéia Roniak a quinta. 



Na categoria H21E Ironir Ev vence novamente, Leandro Pasturiza foi o segundo colocado, Sidnaldo Farias vai para terceiro, Juscelino Karnikowski  sobe para o quarto lugar e Everton Markus caiu para quinto.