15 de mar de 2012

Manual do Jovem Orientista - Dica nr 18

Dica no 18: Corra fora da trilha sem preocupação com o terreno irregular.

Depois de certa fase do aprendizado, começam a vir os pontos fora das trilhas onde o terreno é irregular. Para correr nessas áreas é necessário praticar, principalmente para ajustar o tipo de passada, que geralmente ocorre com elevação maior do joelho, por causa da vegetação. Em terreno irregular precisamos de mais mobilidade e firmeza na articulação do tornozelo; mobilidade de acordo com as diferentes alturas e firmeza lateral para não permitir torções. A principal dica é a de não ter medo de machucar-se, pois quando pisamos com firmeza, o cérebro ajusta automaticamente o processo de corrida de acordo com o terreno. É um processo intuitivo, onde usamos apenas a visão periférica para ver onde estamos pisando; não olhamos direto para o chão, olhamos para nosso objetivo à frente e deixamos o ajuste da passada por conta da visão periférica. Preferencialmente, este processo deve ser treinado inicialmente em florestas e campos mais limpos, evoluindo aos poucos para terrenos mais acidentados. Podemos fazer este treinamento inicial sem mapa, depois passamos a fazer como em percurso normal.

Eventualmente pode acontecer do pé virar de lado ao pisar numa pedra ou galho, ocorrendo uma leve entorse no tornozelo. Se for algo leve basta reduzir a velocidade até a dor passar e depois voltar ao ritmo de corrida normal. Se a dor não passar e o tornozelo começar a inchar, é melhor interromper o percurso e seguir caminhando para a chegada, colocando gelo assim que possível para reduzir o inchaço, procurando logo uma avaliação médica.

Outro aspecto importante é treinar corrida em subida e descida, pelo menos uma vez por semana, tanto para o fortalecimento da musculatura específica, quanto para melhoria do movimento e adaptação das articulações, passando progressivamente para terrenos irregulares com subidas e descidas.

Quando não temos a oportunidade de correr percursos toda semana, é importante correr em terreno similar ao de orientação, pelo menos uma vez por semana, para mantermos o condicionamento mental ao terreno irregular. Assim teremos menor dificuldade de adaptação quando voltarmos a realizar um percurso de orientação.

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